
Neste “Domingo Gordo” poderia falar sobre várias temáticas que assolam a sociedade portuguesa e até internacional. Mas acho, por imperativos de índole moral e ética, que não me devo pronunciar sobre temas tão sérios numa altura de Carnaval. Assim sendo, debruçar-me-ei sobre a Presidência do Conselho Europeu da União Europeia que durante este primeiro semestre de 2009 está entregue à República Checa, tema este que merece toda a minha atenção, no quadro da governação europeia.
Como é a sua Economia? A economia checa está em transição desde o início dos anos noventa. Entre 1948 e 1989 o sistema comunista dominou os meios de produção. O Produto Interno Bruto (PIB) provém das minas, das manufacturas, do comércio e da construção. Depois do colapso do comunismo na Europa de Leste, o governo inaugurou um programa de privatizações. A partir de 1993, com a ajuda de uma moeda própria, transformou-se numa economia de mercado. A República Checa tem uma importante indústria vidreira. O turismo e as esculturas de madeira constituem atractivos da República Checa. As actividades turísticas incluem desportos de Verão e de Inverno, pesca, caça e viagens turísticas às montanhas. Os principais parceiros comerciais da república Checa são a Alemanha, a Eslováquia, a Áustria e a Rússia. Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 10,6.
E a população? A população era, em 2006, de 10 235 455 habitantes. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respectivamente, de 4,8%o e 10,59%o. A esperança média de vida é de 76,22 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,861 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,857 (2001). Estima-se que, em 2025, a população diminua para cerca de 9 600 000 habitantes. A região ocidental do país tem sido habitada tradicionalmente por povos eslavos da Europa Central. Os checos são maioritários (81%), mas os morávios (13%) consideram-se um grupo à parte. As principais religiões são o catolicismo (39%) e o protestantismo (4%). A língua oficial, o checo, faz parte do grupo das línguas eslavas.
Na sua História, os primeiros povos a habitarem a região foram os Celtas. Entre os séculos V e VII os eslavos tomaram conta da região e os Checos no século IX tornaram-se os senhores da Boémia Central. A Morávia foi colonizada por sucessivas vagas de Celtas e tribos germânicas. Os eslavos, que viviam na zona do rio Morava, foram chamados morávios. Depois de longas disputas, a Morávia foi incorporada na Boémia e governada pelos seus reis. A Boémia foi reduzida a um estatuto de província em 1867 quando passou a fazer parte do Império Austro-Húngaro. O nacionalismo cresceu na Boémia e os partidos políticos começaram a desenvolver-se. Com o fim do Império Austro-Húngaro e o fim da Primeira Guerra Mundial, nasceu a independente República da Checoslováquia, em 1918. Boémia, Morávia e Eslováquia estiveram unidas na nação da Checoslováquia de 1919 a 1992.
O país está dividido em oito regiões que por sua vez se subdividem em municípios. Nos anos noventa começou a tornar-se evidente o separatismo entre checos e eslovacos dentro da Checoslováquia. Nas eleições de 1992, os eslovacos do Movimento para a Democracia da Eslováquia, liderados por Vladimir Meciar, ganharam a maioria dos lugares no parlamento. O presidente Vaclav Havel demitiu-se, depois de ter apresentado uma proposta para a criação de um governo federal, que foi rejeitada. Ficou então acordado que se separariam em dois estados, a República Checa e a da Eslováquia. A união com a Eslováquia foi pacificamente dissolvida e tornou-se República Checa a 1 de Janeiro de 1993 com Václav Klaus do Partido Democrata Cívico no lugar de primeiro-ministro. Havel tornou-se Presidente da República. Em Junho de 1993 o país foi admitido nas Nações Unidas e fez o pedido de adesão para ser estado-membro da União Europeia. Uma nova moeda foi introduzida. Em Janeiro de 1994 a República Checa passou a fazer parte da "parceria para a paz" um programa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), que é um prelúdio à entrada formal para esta aliança, que veio a ocorrer formalmente em Março de 1999. A adesão à União Europeia foi aceite, e no dia 1 de Maio de 2004, a República Checa aderiu formalmente à União Europeia numa cerimónia realizada em Dublin.”
(Fonte: República Checa. In Diciopédia 2009 [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2008. ISBN: 978-972-0-65264-5)
Concluindo: sejamos participantes desta Europa. Construamos uma cidadania activa. Reflictamos sobre ser-se cidadão nesta “urbe desordenada e em crise”.