domingo, 27 de maio de 2007

Religiosos: garantia da Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.05.27

A "Comunhão"

é realmente a Boa Nova,

o remédio que Deus nos doou

contra a solidão que hoje ameaça a todos.

É a dádiva preciosa

através da qual sentimos

acolhidos e amados por Deus

e inseridos na unidade do seu povo

reunido em nome da Trindade.

É a luz que resplandece na Igreja

como sinal entre os povos

e uma maravilhosa criação de amor,

que aproxima Cristo de cada homem e de cada mulher

que deseja realmente encontrá-Lo,

até o final dos tempos.

Bento XVI

De entre as novas correntes espirituais, suscitadas pelo Espírito Santo, para tornar resplandecente a comunhão na Igreja, é-nos dada a espiritualidade da Unidade ou de comunhão, típica do Movimento dos Focolares (MdF). É uma espiritualidade comunitária, originada pelo amor recíproco que tem por modelo a medida do amor de Jesus, descrito pelo Seu “Mandamento Novo”. É um amor que leva espontaneamente à doação total da comunhão dos bens espirituais e materiais suscitando um novo estilo de vida que tem a característica da reciprocidade. Uma reciprocidade que gera a presença espiritual de Jesus: "quando dois ou mais se reunirem em Seu nome” (cf Mt 18,20). Este amor recíproco torna possível experimentar os dons do Espírito Santo: alegria, paz, coragem, força, luz, amor.

Esta é uma espiritualidade que enriquece a vida de pessoas de todas as idades, categorias sociais e vocações, de pessoas chamadas à vida consagrada ou ao serviço pastoral do povo de Deus, como bispos e sacerdotes. Os religiosos e as religiosas, através da Espiritualidade da Unidade, compreendem melhor os seus próprios fundamentos, redescobrem os estatutos, alimentam uma profunda unidade com os superiores e realizam uma renovação na vida da comunidade e na actuação da sua missão específica. Os sacerdotes, estando em unidade com o bispo, experimentam a realidade de uma família espiritual, com grandes frutos para todo o ministério. Este estilo de vida suscita vocações e ajuda os seminaristas a tornarem-se centros de irradiação. Também os bispos, católicos e de outras Igrejas, participam desta espiritualidade evangélica. Igreja comunhão. Através do testemunho e do serviço pastoral dos bispos, sacerdotes e religiosos, florescem comunidades vivas nas quais resplandece a Igreja-Comunhão. Realiza-se, portanto, entre esses Institutos Religiosos, o clero diocesano e os leigos, aquela comunhão almejada desde sempre.

No final dos anos 70 surge o Movimento dos jovens religiosos e religiosas, com o nome de Gen-Re (Geração Nova de Religiosos e Religiosas). São jovens que trazem dentro de si o entusiasmo pela própria geração, assumem com firmeza a vocação religiosa e sentem o desejo de exprimir os carismas dos seus Fundadores e Fundadoras na realidade actual da Igreja e da humanidade, para ser, em cada ambiente, construtores de fraternidade. Chiara Lubich, fundadora do MdF, reconhece imediatamente neste Movimento juvenil uma grande potencialidade para a renovação da vida religiosa: «Se vocês soubessem quem são! Vocês são o Ideal das vossas Ordens!». E explica o relacionamento entre as gerações partindo do modelo trinitário: «O relacionamento que existe entre a segunda e a primeira geração é o mesmo que existe entre o Filho e o Pai na Santíssima Trindade. Vocês têm graças, têm uma luz que a primeira geração não tem e que precisa rever em vocês. Vocês são a beleza da Ordem: são como o Filho, que é o esplendor do Pai».

(Fonte: http://www.focolare.org )

Conclusão: também religiosos vivem este carisma da Unidade. Exorto todos a viverem pela Unidade.

domingo, 20 de maio de 2007

Cidadela – Protótipo do Paraíso na Terra

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.05.20

Construir uma cidade que concretize o próprio pensamento:

Eis o sonho de muitos pensadores e homens de acção

Portadores duma forte filosofia ou de uma rica espiritualidade.

Também é um sonho de Chiara Lubich.

Que, com o passar dos anos, está se tornando uma realidade.

A Cidadela Arco-Íris, situada em Portugal, é uma das 35 Cidadelas espalhadas nos cinco continentes. As “Cidadelas” são uma das mais típicas realizações do Movimento dos Focolares (MdF). Podem ser definidas como um esboço duma sociedade nova – com casas, lojas, locais para encontros, oficinas de arte, ateliers, pequenas empresas que possibilitam o sustento dos habitantes, com igrejas, escolas de vida e de espiritualidade – cuja lei é o Amor Recíproco, proposto pelo Evangelho.

Cada uma tem uma característica própria, consoante o ambiente onde está inserida:

Loppiano (na região de Florença), em Itália, é a primeira Cidadela. Surgiu em 1965, e actualmente conta com 900 habitantes de 70 países. Tem, como característica, a sua dimensão internacional;

v Em África, as Cidadelas na República dos Camarões, no Quénia, e na Costa do Marfim, caracterizam-se pela inculturação do Evangelho nas sociedades africanas;

v Na América Latina, as Cidadelas do Brasil e da Argentina são pioneiras na construção de empresas do Projecto de “Economia de Comunhão";

v Na Ásia, a Cidadela de Tagaytay, nas Filipinas é caracterizada pelo diálogo com as grandes religiões orientais;

v Na Alemanha, a Cidadela em Ottmaring, é ecuménica: ali convivem luteranos e católicos;

v Nos arredores de Nova Iorque, a Mariápolis Luminosa é uma Cidadela onde se promove o diálogo entre etnias e culturas diferentes;

v A Cidadela Arco-Íris, situada em Abrigada, a 45 km de Lisboa, existe desde 1997. A sua construção está a concretizar-se, progressivamente, graças ao esforço e à generosidade de muitas pessoas. Desde o seu início, contou com o apoio e o incentivo por parte da Igreja e das autoridades locais, tendo sido considerada, pela Câmara Municipal de Alenquer, um projecto de “interesse público”.

Além de ser um espaço privilegiado para o diálogo com pessoas de outras convicções e culturas, é também um ponto de atracção para os jovens. Apresenta-se como um esboço de um mundo novo, alicerçado nos valores fundamentais do Homem. O seu objectivo é mostrar que é possível uma convivência pacífica e fraterna entre pessoas das mais variadas idades e condições sociais. A maioria dos seus mais de 40 habitantes – adultos, famílias, jovens, crianças exerce a sua actividade profissional e lectiva nos arredores da Cidadela. Todos procuram pôr em prática a única lei da Cidadela para que o seu objectivo se torne realidade.

(Fonte: http://www.focolare.org ; http://www.focolares.org.pt )

Concluindo: Tive o privilégio de ter feito uma experiência na Cidadela Arco-Íris. Durante dois meses vivi experiências de verdadeiro paraíso nesta terra. A Fraternidade Universal e a Unidade são uma realidade.

domingo, 13 de maio de 2007

Adolescentes : o futuro para a Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.05.13

Os gen 3 olham muito alto...

Não contam somente com suas próprias forças

mas com as forças do Céu, de Deus.

Eles aperceberam-se que no mundo,

na história, entre aqueles que mais incidiram profundamente,

estão os santos: eles arrastaram as multidões,

levaram muitas pessoas a Deus, mudaram socialmente o mundo.

Então, o que os gen 3 decidiram fazer.

Querem se tornar – e não se admirem – uma geração de santos”.

Chiara Lubich


Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares (MdF) definiu a terceira geração do MdF, Movimento Gen3 (Gen3), em 1992, falando a todos os jovens por satélite, durante o Super congresso mundial dos Gen3.

Um projecto ousado, uma aventura que brotou do Evangelho vivido e que se realiza nas escolhas quotidianas que, muitas vezes, requerem a coragem de ir contra a corrente do mundo. Desde 1970, ano que se assinala o nascimento do dos Gen 3, rapazes e meninas dos 9 aos 17 anos, de povos, etnias e culturas diferentes, acolheram com entusiasmo o ideal da unidade. O objectivo é levar uma revolução de amor ao mundo inteiro, sobretudo entre os adolescentes, realizando desta forma o testamento de Jesus: “Que todos sejam um”.

Levando em conta a irresistível força do amor, empenham-se firmemente em construir a unidade em casa, na escola, no desporto, com os amigos. E justamente porque agem com simplicidade e de imediato, características próprias das suas idades, conseguem obter aquilo que para os adultos pareceria um ‘milagre’: pais que se reencontram em os seus relacionamentos, amigos que saem dos seus isolamentos, adultos que retornam o relacionamento com Deus, todos tocados pela convicção, pelo gesto de uma criança.

Desta forma, em redor dos Gen3, surge um grande número de adolescentes que, com o desejo de compartilhar o mesmo estilo de vida, constituem o Movimento Juvenil pela Unidade (MjU). Juntos, percorrem os vários caminhos a que chamam “trilhos” e que se traduzem em iniciativas locais e mundiais para se construir o mundo unido.

v Os adolescentes, que aderem ao MjU, são provenientes de etnias e culturas variadas, pertencem a várias Igrejas, e também a religiões não cristãs ou a culturas que não professam nenhuma fé religiosa. São 150 mil, presentes em 182 países.

v Acreditam que somente o amor pode transformar o mundo. Desejam que o convite de Jesus “Amai-vos como Eu vos amei” se torne uma realidade entre todos os homens desta terra.

v Têm como objectivo a fraternidade universal, começando pelas suas próprias cidades e nos ambientes que vivem. Percorrem todos os caminhos possíveis para derrubar as barreiras e das divisões, convictos de que a humanidade será uma grande família.

v Colocam em prática a Regra de Ouro: “Não faças aos outros aquilo que não gostaria que fosse feito a si próprio”, a qual está presente nos livros sagrados das principais religiões do mundo. É um convite a amar a todos, por primeiro. Experimentam que vivendo, podem contribuir para a realização de um mundo unido.

v Vivem e difundem uma cultura nova, aquela cultura do dar e da partilha. Colocam em prática uma comunhão de bens mundial na qual, como numa grande família planetária, quem tem a mais coloca em comum com aquele que passa necessidades.

Têm Iniciativas tais como:

v Trilhos pela unidade: os adolescentes organizam encontros, jornadas e assembleias nas escolas para apresentarem o seu estilo de vida; usam como meios de divulgação os conjuntos musicais, canções, representações artísticas para comunicar mensagens de paz e de unidade; organizam competições desportivas, jogos e actividades recreativas que, além de manterem a actividade física, servem também para construir novos relacionamentos; motivam acções ecológicas, caminhadas pela paz, são protagonistas de acções locais e mundiais para realizá-las.

v Projectos de partilha: sustentam 30 micro realizações em prol dos adolescentes mais pobres que vivem em países em guerra (em 27 países).

v Schoolmates: uma rede que se formou entre as escolas desde 2002. Através de um site na Internet, turmas de vários países correspondem-se e compartilham a cultura, tradições e iniciativas para construir o mundo unido. Através de um fundo de solidariedade, as turmas que sustentam bolsas de estudo

v Supercongressos, encontros internacionais que se realizam de 5 em 5 anos, onde se reúnem adolescentes do mundo inteiro; em 2002 eram 9 mil de 93 países. Juntos, querem ser uma resposta à difícil situação mundial, favorecendo o encontro de culturas e religiões diferentes e comunicando a ideia do mundo unido, tornando dessa forma visível algumas de suas realizações.

(Fonte: http://www.focolare.org ; www.school-mates.org ; http://www.teens4unity.net )

Concluindo: os adolescentes também querem mudar o mundo. Com a sua simplicidade querem fazer ver aos adultos que a Unidade é uma realidade.

Senhor Santo Cristo: Ecce Homo

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.05.12

Neste fim-de-semana, na cidade de Ponta Delgada, estão a decorrer as grandes festividades em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Milhares de emigrantes vêem prestar homenagem Àquele que outrora nos defendia das “bravuras da natureza”.

Como tudo começou? No Convento da Caloura, em Água de Pau, começa a história do culto ao Senhor Santo Cristo dos Milagres. Reza a tradição que foi neste lugar que se ergueu o primeiro Convento de Religiosas. Para tal foi necessário que alguém fosse a Roma impetrar a respectiva Bula Apostólica. Foram, por isso, de S. Miguel a caminho da Cidade Eterna, duas religiosas para solicitar, ao Papa, o desejado documento. O Sumo Pontífice não só lhes passou a ambicionada Bula como ainda lhes ofereceu uma Imagem do Ecce Homo. Porque o lugar era ermo e muito exposto às incursões de corsários, o pequeno Mosteiro ficou deserto, porque parte das religiosas seguiu para Santo André, em Vila Franca do Campo, e a outra parte encaminhou-se para Ponta Delgada, para o Mosteiro da Esperança.

No ano de 1700, a Ilha de S. Miguel foi abalada por fortes e repetidos terramotos. Duravam já vários dias quando a Mesa da Misericórdia e grande parte da nobreza da cidade, vendo que os terramotos não cessavam, resolveram ir à portaria do Mosteiro da Esperança para levarem em procissão a Imagem do Santo Cristo. Ao princípio da tarde deste dia 13 de Abril de 1700, juntaram-se as confrarias e comunidades religiosas. Concorreu igualmente toda a nobreza e inumerável multidão que, com viva fé, confiava se aplacaria a indignação divina com vista da santa Imagem. Caminhava já a procissão em que todos iam descalços; e logo que a veneranda Imagem se deixou ver na portaria, foi tão grande a comoção em todos que a traduziram em lágrimas e suspiros, testemunhos irrefragáveis da contrição dos corações.

Verificaram, então, que a santa Imagem não experimentara com a queda dano considerável, pois somente se observou no braço direito uma contusão. A Imagem foi lavada e limpa no Convento de Santo André e, colocada outra vez no andor com a maior segurança, continuou a procissão, na qual as lágrimas e soluços do povo aflito embargavam as preces, até que, bem de noite, se recolheu no Mosteiro da Esperança.

Amanhã realiza-se a maior procissão e maior devoção que há em terras portuguesas. No coração de cada açoriano, disperso pelo mundo, há um altar de culto eterno ao Senhor Santo Cristo, onde as suas preces mantêm permanentemente acesas místicas velas de imperecível devoção e saudade. Daí a presença de milhares de açorianos que vêm participar, todos os anos, de Portugal, dos Estados Unidos da América, do Canadá e, naturalmente, das outras ilhas, nas grandes festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, numa autêntica e profunda manifestação de fé e devoção. Semanas antes da procissão, o mosteiro da Esperança e a praça 5 de Outubro são preparados e enfeitados festivamente com milhares de lâmpadas multicores, mastros e bandeiras, flores de todas as espécies e cores que conferem ao recinto um deslumbrante ar de festa. As festas duram vários dias. Sucedem-se os serviços religiosos e os concertos. Nesta tarde de sábado, há pessoas que andam à volta da praça de joelhos sobre as pedras do pavimento ou, então, carregadas de círios de cera, num agradecimento pela graça recebida do Senhor numa hora de aflição e sofrimento. Depois, no domingo, milhares de pessoas incorporam-se na procissão. A abrir, o guião, com a coroa de espinhos dourada, depois duas longas filas de homens com opas, muitos com grossos círios votivos, outros descalços, no cumprimento de promessas, interrompidos por grupos de filarmónicas. Seguem-se associações juvenis transportando guiões de cores garridas, crianças vestidas de anjos, alunos do seminário, o clero micaelense e alguns sacerdotes convidados, todos eles a precederem a venerando imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres, transportada sob um docel de veludo e ouro, num trono de lindíssimas flores de seda e pano, tecidas no século XVIII. Após a veneranda imagem, seguem-se os dignatários da Igreja Católica, representantes das congregações religiosas sediadas em S. Miguel e muitos milhares de senhoras, no cumprimento de promessas. A fechar o extenso cortejo, seguem-se as mais altas autoridades militares e civis, representações e associações sociais e desportivas. A grande procissão recolhe, já quase de noite, após cinco horas de circulação pelas principais ruas de Ponta Delgada. O corpo principal do tesouro do Senhor Santo Cristo dos Milagres é constituído pelas seguintes jóias: o Resplendor, a Coroa, o Relicário, o Ceptro e as Cordas.

(Fonte: http://www.terra-mar.org/santocristo ; http://www.acores.net/santocristo)

Concluindo: desejo que nestas festividades haja civismo. Há muito o paganismo sobrepôs-se à origem religiosa destas festividades. Envio um abraço caloroso a todos os emigrantes que nestes dias nos visitam.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

9 de Maio: Europa mais próxima do cidadão

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, HOJE DIA DA EUROPA

Quantos cidadãos europeus sabem que a 9 de Maio de 1950 nasceu o que hoje chamamos de Europa comunitária? A 10 de Junho comemoráramos o dia de Portugal, Camões e as Comunidades Portuguesas. Hoje comemoramos o dia da Europa.

Como surgiu este dia? Numa altura em que a perspectiva de uma terceira guerra mundial angustiava toda a Europa, em Paris, a imprensa foi convocada para as dezoito horas, do dia 9 de Maio, no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, quartel-general do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, para uma "comunicação da maior importância". As primeiras linhas, da declaração de 9 de Maio, dão a ideia da ambição da proposta: "A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem uma criatividade à medida dos perigos que a ameaçam". (…) Através da colocação em comum de produções de base e da instituição de uma Alta Autoridade nova, cujas decisões ligarão a França, a Alemanha e os países que a ela aderirem, esta proposta constituirá a primeira base concreta de uma federação europeia, indispensável à preservação da paz".

Era assim proposta a criação de uma instituição europeia supranacional, incumbida de gerir as matérias-primas, que nesta altura constituíam a base do poderio militar: o carvão e o aço. Este facto levou os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1985, a decidirem celebrar o 9 de Maio como "Dia da Europa".

Os diversos países, ao decidirem democraticamente aderir à União Europeia, adoptam os valores da paz e da solidariedade, pedra angular do edifício comunitário. Estes valores concretizam-se no desenvolvimento económico e social e no equilíbrio ambiental e regional, únicos garantes de uma repartição equilibrada do bem-estar entre os cidadãos.

A integração da Europa não se constrói num único dia. A construção iniciada imediatamente a seguir à II Guerra Mundial foi inovadora. O que nos séculos ou milénios precedentes podia assemelhar-se a uma tentativa de união, foi na realidade o fruto de uma vitória de uns sobre os outros. Estas construções não podiam durar, pois os vencidos só tinham uma aspiração: recuperar a sua autonomia. Hoje ambicionamos algo completamente diferente: construir uma Europa que respeite a liberdade e a identidade de cada um dos povos que a compõem. A União Europeia está atenta aos desejos dos cidadãos e coloca-se ao seu serviço. Conservando a sua especificidade, os seus hábitos e a sua língua, todos os cidadãos se devem sentir em casa na "pátria europeia", onde podem circular livremente.

Todavia há alguns problemas que a União Europeia tem: O Tratado Constitucional está encravado por causa de egoísmos nacionais dos franceses e dos holandeses; o possível alargamento à Turquia está a levantar muitos problemas na “Europa central e continental”. Há quem fale em “choque de civilizações”. Eu prefiro ir ao cerne da questão e dizer que o problema é o poder negocial e financeiro que a “Europa Central e Continental” não quer jamais entregar a uma “Turquia mais asiática do que europeia”.

E aqui nos Açores a União Europeia é encarada como um eterno pote de ouro. Mas não! Primeiro, com o fim do QREN (2007-2013) acabarão os subsídios para os Açores saírem de região “objectivo 1”. (Até lá peço aos nossos governantes que consigam aproveitar os euros que a U.E. nos tem dado). Segundo, a U.E. é uma produtora de legislação (que depois é incorporada no sistema jurídico nacional) em série. Tudo é legislado. Até o tamanho do parafuso do carrinho do bebé é regulamentado. E nós sabemos que quando a U.E. legisla nem sempre olha para as especificidades de todos os países!!!

(Fonte: http://europa.eu)

Concluindo: Espero que a U.E. continue a pôr os interesses dos cidadãos comunitários à frente de interesses instalados. Luto sempre por mais justiça social nesta União Europeia. Parabéns a todos nós, cidadãos desta União Europeia!

domingo, 6 de maio de 2007

Os jovens também podem ser Santos

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.05.06

Hoje, no início deste mês de Maio, regozijo-me em partilhar dois casos paradigmáticos de como se pode santo, ainda jovem: o primeiro é o exemplo de vida de Chiara Luce Badano; e, por último, o projecto de santidade colectiva de Carlo e Alberto.

Chiara Luce Badano, nas suas memórias escreveu: "Redescobri o Evangelho sob uma nova luz. Entendi que eu não era uma cristã autêntica, porque não o vivia até às últimas consequências. Agora quero fazer deste magnífico livro o único objectivo da minha vida. Não quero e não posso permanecer analfabeta em relação a uma mensagem tão extraordinária. Assim, como para mim é fácil aprender o alfabeto, também deve ser fácil viver o Evangelho".

O testemunho de Chiara Luce Badano é significativo principalmente para os jovens. Basta considerar como ela viveu a doença e ver a repercussão que a sua morte teve. Não era possível deixar um exemplo como este cair no vazio. A santidade é necessária também hoje. É preciso ajudar a encontrar uma orientação, um objectivo para a vida, ajudar os jovens a superarem as suas inseguranças, sua solidão, seus enigmas diante dos insucessos, das dores, da morte. Os discursos teóricos não conquistam mais os jovens, é necessário o testemunho. Nas conversas notava-se uma maturidade muito superior à dos jovens da sua idade. Ela tinha compreendido o essencial do cristianismo: Deus em primeiro lugar; Jesus, com quem tinha um relacionamento espontâneo, fraterno; Maria como exemplo; o amor como núcleo do cristianismo; a responsabilidade de anunciar o Evangelho. Tudo isto, provado pela experiência do sofrimento e da morte, não temida mas esperada, fez com que sua aventura se tornasse realmente singular. A seu propósito Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, escreveu: "Chiara Luce! Quanta luz se lê no seu rosto, quanta luz nas suas palavras, nas suas cartas, na sua vida totalmente projectada em amar concretamente!... A sua foi uma escolha radical de Jesus crucificado e abandonado; escolha daquilo que faz mal, e que, se não se ama, pode arrastar o espírito para um túnel escuro. Viveu com Ele, com Ele transformou a sua paixão em uma canto de núpcias".

O segundo exemplo de santidade que quero partilhar é o projecto de santidade colectiva de Carlo e Alberto. Sobre este caso raro de santidade, “O mergulho em Deus: os 40 dias de Carlo e Alberto”, no livro de Michele Zanchucchi, Director da revista Città Nuova de Itália, desenvolve uma narração da história de Carlo e Alberto, que cultivaram uma amizade esplêndida, aberta e alimentada por um objectivo em comum: levar a todos o dom do ideal evangélico que os havia fascinado. A vida desses dois jovens foi truncada prematuramente. Alberto, estudante de engenharia, inteligente, amante de desporto, apaixonado pelas montanhas, durante uma escalada, cai; Carlo, estudante de agronomia, enquanto está a prestar o serviço militar, é-lhe diagnosticado um cancro, dos mais malignos. A vida dos dois jovens tinha alcançado a plenitude pensada por Deus ao criá-los, até o ponto de irradiar uma beleza exemplar. O desejo deles era colocar Deus no centro da própria vida. O ter muito em comum e a amizade deles tinha, portanto, raízes profundas. Poder enfrentar juntos problemas e dificuldades do dia-a-dia, ajudava-os a viver os momentos difíceis e a superar a tentação de parar e de desistir. Muitas vezes recomeçaram, muitas vezes experimentaram que a vida neles e ao redor deles renascia. Também hoje, à distância de anos, o sue exemplo elucida. “Alberto e Carlo – dizem aqueles que os conheceram – são como duas contas bancárias sempre abertas e que continuam a render!”.

(Fonte: http://www.focolare.org)

Concluindo: ser Santo não é uma utopia. O exemplo de vida destes três jovens, que têm os processos de beatificação a decorrer no Vaticano, é bem elucidativo que é possível perpetuar as boas acções para que também outros os possam seguir.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Jovens: baluarte da Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.04.29

Vivemos numa época na qual é necessário

que os jovens se formem

com uma mentalidade

que não seja apenas ocidental ou oriental,

mas com uma mentalidade “mundial”.

Os gen devem participar conscientemente

da gestão do mundo que virá.

Porque eles são chamados a levar a unidade a toda a terra,

aquela unidade que Cristo invocou ao Pai rezando

“Pai, que todos sejam um”.

Aquela unidade que dá à humanidade a mais alta dignidade:

a de sentir-se um único povo.

Chiara Lubich – 1972

O Movimento Juventude Nova (GEN) do Movimento dos Focolares (MdF) reúne jovens de várias classes sociais, empenhados em viver a Espiritualidade da Unidade. Estão ligados em rede, reúnem-se em pequenos grupos, as ‘unidades’, onde experimentam a força vital que brota da presença de Deus entre nós.

  • Os GEN contribuem para a construção dum mundo mais unido no qual todos se reconheçam como irmãos. Ou seja, contribuiu para a actuação do testamento de Cristo “que todos sejam um”. Para realizar os seus propósitos, os GEN confiam na força do amor evangélico – o amor que tende à reciprocidade e realiza a unidade – para que entre em todas as relações sociais, entre os povos, as culturas, as religiões. Comunicam este ideal nos seus ambientes, aos seus amigos, através de iniciativas e das mais variadas actividades, principalmente, através das experiências vividas no dia-a-dia. Assim como a luz passa através de um prisma, refracte-se nas sete cores do arco-íris, da mesma forma o amor pode exprimir-se em todos os aspectos da vida, iluminando-os e transformando-os.
  • Os GEN, respondendo ao apelo de Chiara Lubich: “Jovens do mundo inteiro uni-vos!”, assinalando, em 1967, o nascimento do Movimento GEN, suscitaram um movimento com um alcance ainda maior, do qual são os animadores: os “Jovens por um Mundo Unido”. Estão presentes em 182 países.
  • Escolas gen permanentes têm sua sede nas Mariápolis permanentes do Movimento dos Focolares: na Itália, na Suíça, na Alemanha, na República dos Camarões, na Argentina, no Brasil, nos Estados Unidos, nas Filipinas e em Portugal situa-se na Abrigada.
  • Os GEN compartilham com os jovens o objectivo de tornar o mundo mais unido. Para realizar este ideal, têm como ponto de partida o evangelho vivido; os que pertencem a outras religiões praticam a Regra de ouro: “Faça aos outros aquilo que gostarias fosse feito a ti”; os jovens que não professam nenhuma fé religiosa, partem da ideia da fraternidade universal.
  • Fragmentos de fraternidade – No mundo inteiro, os GEN promovem obras e actividades para rapazes da rua, os sem-terra, idosos abandonados, pessoas com deficiências físicas, presos, imigrantes, de acordo com as necessidades locais mais urgentes. Ao mesmo tempo, os GEN empenham-se em recolher fundos e realizar actividades de voluntariado a favor dos países que sofreram catástrofes como terramotos, inundações, guerras…
  • A Semana Mundo Unido é um encontro anual dos GEN. Realiza-se simultaneamente no mundo inteiro. Tem o objectivo de influenciar com as próprias ideias a opinião pública, envolvendo instituições civis e religiosas e os OCS.
  • Projecto África – no âmbito da Jornada Mundial da Juventude de 2000, durante o Genfest no estádio Flamínio (Roma), Chiara Lubich propõe aos gen e aos jovens o “Projecto África”.

(Fonte: www.focolare.org ; www.mondounito.net )

Concluindo: os jovens são os homens do amanhã. Temos que acreditar mais neles. Os GEN são jovens que vivem o ideal da Fraternidade Universal. Eu sou GEN. E também quero contribuir para melhorar este nosso mundo!

domingo, 22 de abril de 2007

Família: o berço da Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.04.22

É um modelo que atrai e produz frutos.

Casais à beira da separação reencontram a força

para procurar um novo diálogo

e para reconstruir o que havia sido rompido.

Num mundo que esqueceu os grandes valores

e que passivamente assiste à desagregação

da “célula fundamental da sociedade”,

o testemunho de famílias motivadas por valores profundos,

solidárias e abertas, é fermento de uma sociedade mais comprometida

com a dimensão social, religiosa e civil.

O Movimento dos Focolares (MdF) tem no seu seio dezoito ramificações. Hoje debruçar-me-ei no Movimento Famílias Novas (MFN).

O MFN surgiu em 1967. Nos seus 40 anos de vida, o MFN definiu um novo modo de ser família bem como uma cultura familiar inovadora, construída em quatro direcções: educação, formação, socialização e solidariedade.

O ponto de partida é o compromisso assumido pelos membros em viver com radicalidade, contra todos os facilitismos modernos, a “Espiritualidade da Unidade”, do MdF. Uma vocação que na família significa também formar. O relacionamento de união profunda, construído dia após dia pelos pais, torna-se um forte elemento educativo para os filhos. Neste contexto, a diferença entre gerações deixa de ser um contraste entre opostos, tornando-se um positivo intercâmbio de dons.

A família não se fecha em si mesma mas expande-se como uma célula que vive para si na proporção que convive com os irmãos. Como se tratasse de uma fonte sagrada natural: a sociedade nova nasce da família que vive o Evangelho.

O MFN faz formação contínua entre os seus membros:

  • Escola Loreto – escola internacional para famílias que o MFN realiza desde 1982, e que já formou 1.200 casais do mundo inteiro. Tem como sede a Mariápolis (cidadela onde se vive 24h por dia a Fraternidade Universal) em Loppiano (Florença, Itália). Recentemente deu-se início a cursos para mediadores familiares, reconhecidos pela União Europeia (U.E.);
  • Congressos temáticos internacionais – Caracterizam-se pelo encontro e diálogo entre famílias e especialistas, ao nível mundial.
  • Family-point – Caminho de formação sobre os problemas mais inquietantes e actuais da família.
  • Solidariedade Internacional

§ Adopções à distância – O MFN promove cerca de cem projectos de desenvolvimento a favor de mais de 15 mil menores, em 45 países do hemisfério Sul. Estas acções, que incluem cursos de alfabetização e formação ao trabalho e à vida familiar para os pais, são financiadas pelas adopções à distância. O MFN ocupa-se ainda de adopções internacionais.

· Familyfest – É um congresso internacional realizado de 12 em 12 anos. O último, o Familyfest 2005, foi dedicado ao Papa da família, em sinal de gratidão, no mês de Abril, pouco depois da partida para o paraíso de João Paulo II. Foi um evento internacional, formado por uma rede de 200 encontros, em cidades e capitais de 78 países, nos cinco continentes, interligadas, via satélite, pela rede italiana RAI Uno. Na ocasião foi lançado um projecto de solidariedade que teve grande repercussão.

§ Uma família, uma casa”. O projecto, inicialmente dirigido às famílias dos bairros mais pobres de Manila (Filipinas), hoje estende-se também à Tailândia e ao Sri Lanka, vítimas do tsunami, e à periferia de Cochabamba, na Bolívia.

(Fonte: www.focolare.org; www.flars.net/iginogiordani; www.famiglienuove.info/sad/ ).

Concluindo: A Família, célula primeira de uma sociedade, tem que ser redescoberta. Vivamos, cada um, a família com novos olhos.

terça-feira, 17 de abril de 2007

OCS: um meio para a Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.04.15

A comunicação é vista em função da comunhão

Desde o início do Movimento dos Focolares.

Chiara Lubich escreveu na década de 50:

"O que é de um, deve ser comunicado aos outros,

de modo que a comunhão fraterna cresça.

E o Movimento dos Focolares permanecerá vivo como um corpo,

onde o sangue circula sempre".

Esta ideia de comunicação,

Aplicada à dimensão da humanidade,

Inspirará o compromisso dos agentes da OCS

que comungam o ideal de unidade dos Focolares.

A informação pela unidade

Actualmente, o forte impacto dos órgãos de comunicação social (OCS) é alvo de todos os olhares. Profissionais do cinema, da fotografia, do jornalismo, da informação e das novas tecnologias da informação, que vivem a espiritualidade da unidade, empenham-se para que os OCS sejam instrumentos positivos do crescimento do corpo social, de abertura e de comunhão dinâmica dentro da família humana, favorecendo a fraternidade universal.

Para difundir, à escala planetária, o ideal da unidade que inspira o Movimento dos Focolares (MdF), há alguns anos, em consonância com o desenvolvimento tecnológico, são empregues os mais variados meios de comunicação: da imprensa à internet, passando pelos satélites.

  • Difusão via satélite das manifestações internacionais – As mais importantes manifestações internacionais do MdF (Genfest, Familyfest, Supercongresso, do Movimento Juvenil pela Unidade), a partir de 1990, usufruíram da difusão via satélite, transmitida por muitas emissoras de televisão nacionais e locais.
  • Cidade Nova, revista de opinião – Está ao lado dos leitores para informar sobre os acontecimentos do globo, sobre o ecumenismo, a cultura, a arte e o espectáculo numa "perspectiva de unidade" e para fazer com que se conheça a espiritualidade e a experiência do MdF. Hoje são 37 edições, uma delas em Portugal da qual sou colaborador, publicadas em todo o mundo, em 22 línguas.
  • “Abba”, revista de formação teológico-cultural. É publicada bimestralmente.
  • Unidade e Carismas para o mundo das congregações religiosas.
  • Perspectivas de Comunhão, para o mundo sacerdotal.
  • Comunicação para a comunhão, uma experiência de 60 anos
  • O Centro Santa Chiara audiovisuais – Um serviço de documentação e actualidades com audiovisuais, teve a sua origem em 1954. Com o advento dos primeiros gravadores, começaram as gravações em áudio. Hoje existe uma cadeia de elaboração e produção em áudio e vídeo. O arquivo, cuidadosamente conservado, recolhe actualmente mais de 30 mil documentos multimédia, para aprofundar o conhecimento histórico, o desenvolvimento e a difusão do MdF e como suporte à formação dos seus membros.
  • Charisma Productions – Centro de produção de DVDs, com sede operacional na Inglaterra. Fundado em 2002, tem como finalidade, encontrar formas originais para transmitir o carisma da unidade com uma linguagem e um estilo populares, a fim de contribuir na realização da fraternidade da família humana.
  • Conferência telefónica mundial – Em 1980 teve início o que foi definido como "Collegamento": um encontro mensal, inicialmente telefónico e actualmente também via satélite, que une simultaneamente mais de 350 pontos do mundo. É um momento de profunda unidade, onde a família do MdF, disseminada por todo o planeta, partilha alegrias, sofrimentos e o compromisso no Ideal comum.

Um novo desenvolvimento, em nível cultural, teve o seu ponto de partida no Congresso internacional para agentes dos OCS, realizado em Castelgandolfo (Roma, Itália) em Junho de 2000, com o título: "Comunicação e unidade". Depois, surgiu o “NetOne”, uma rede de agentes da comunicação que reúne e difunde as ideias, os projectos, os aprofundamentos culturais, as experiências de comunicadores de várias partes do mundo que trabalham ou estudam nos diversos âmbitos da OCS, na perspectiva de um mundo unido.

(Fonte: http://www.focolare.org; http://www.cittanuova.it; http://www.net-one.org)

Conclusão: Comunicar é viver. Desde o início, todos os meios de comunicação foram usados para manter viva a actualidade das informações entre os membros do Movimento em todos os continentes. "As notícias dos irmãos são um poderoso cimento de união – escreveu Chiara Lubich – Se faltasse esta circulação de notícias, veríamos faltar a própria vida espiritual. Com efeito, as notícias são um elemento de estímulo e de edificação recíproca".

quarta-feira, 11 de abril de 2007

O significado da Páscoa

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.04.08

ALELUIA! JESUS CRISTO RESSUSCITOU!

A Páscoa é a maior festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, o Seu corpo foi colocado num sepulcro, onde permaneceu até à Sua ressurreição. É o dia santo mais importante do calendário cristão.

A Páscoa (do hebraico Pessach, passagem) é o evento religioso cristão, de maior importância para a cristandade. Na Páscoa, os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo (Vitória sobre a morte) depois da Sua morte por crucificação que terá ocorrido nesta altura do ano de 33 d.C.

Segundo o Novo Testamento, Cristo é o sacrifício da Páscoa. Jesus Cristo, deste modo, é tido pelos cristãos como o Cordeiro de Deus que foi imolado para salvação e libertação de todos os homens do pecado. Para tal, Deus teria designado a Sua morte exactamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio Jesus Cristo imolado.

De onde provêem os costumes desta festa cristã? Muitos costumes ligados ao período pascal provêem dos festivais pagãos da primavera. Outros nascem da celebração do Pessach, ou Passover – a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada durante 8 dias que comemora o êxodo dos judeus do Egipto durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. É um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.

Os termos "Easter" (Ishart) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach (Páscoa). As hipóteses mais aceitáveis relacionam os termos com Eostremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat. É sugerido por alguns historiadores que muitos dos actuais símbolos ligados à Páscoa (especialmente os ovos de chocolate e o coelhinho da Páscoa) são resquícios culturais da festividade de primavera em honra de Eostre que, depois, foram assimilados às celebrações cristãs do Pessach, depois da cristianização dos pagãos germânicos. Contudo, já os persas, romanos, judeus e arménios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos nesta época.

A Páscoa cristã é celebrada (segundo o costume da Idade Média e da Europa) no primeiro domingo após a primeira Lua cheia da Primavera (no Hemisfério Sul, Outono): a data ocorre entre os dias 22 de Março e 25 de Abril.

Mais de 120 mil denominações cristãs, oficialmente reconhecidas pela ONU, representam mais de um terço da população mundial que celebram em alguma das suas muitas possíveis formas o périplo de três dias em que Jesus de Nazaré, filho de José e Maria, encerrou seu apostolado de 33 anos, relatado nos quatro evangelhos constantes na bíblia.

Fonte: www.wikiepdia.pt e Apontamentos Pessoais)

Concluindo: vivamos esta Páscoa, ressurreição de Cristo, com um novo modo de olhar para este mundo. Aleluia!