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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Semana Mundo Unido 2007

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, PASSADO DIA 2007.10.07

Começará, na próxima semana (14 a 21), a Semana Mundo Unido (SMU). A SMU é organizada, em todo o mundo, por jovens de diversas etnias e nacionalidades: os Jovens por um Mundo Unido (JMU). São a expressão jovem do Movimento dos Focolares, fundado por Chiara Lubich, e escolheram, como modelo de vida, o Evangelho.

Os JMU pertencem às principais religiões espalhadas pelo globo. Neles, de igual modo, participam jovens de outras culturas que não professam um credo religioso. O que os une é o empenho pela fraternidade universal. Crêem na possibilidade de tornar a humanidade melhor, mais solidária, uma só família, respeitando a identidade de cada um. Seguem os caminhos possíveis para levar a todos a Unidade, sanar as divisões existentes nas famílias, entre as gerações, grupos e movimentos, fiéis das várias denominações e de diversas religiões; e, ainda, fazer cair barreiras entre as pessoas de etnias, raças, povos, culturas, camadas sociais, tendências e convicções diversas. Promovem actividades e iniciativas ao nível local e mundial, e estão presentes, com acções imediatas, para ajudar pessoas e povos em situações de emergência, em países em guerra ou calamidades naturais.

Os JMU empenham-se no quotidiano, onde vivem, estudam, trabalham, para responder às necessidades de pessoas e de grupos, iniciando actividades e obras no campo social, da cultura, do desporto, dos meios de comunicação social. Tendo como característica um empenho contínuo inserido no próprio território, procuram atingir o objectivo de criar, por toda parte “fragmentos de fraternidade”, para chegar ao mundo unido, à paz. Fragmentos de fraternidade estão sendo desenvolvidos no mundo inteiro, para levar adiante uma cultura de comunhão, de interdependência, de amor entre povos, raças e culturas diferentes.

A SMU é uma proposta dos jovens de todo o mundo, para as instituições nacionais e internacionais, públicas e privadas para se pôr em relevo as iniciativas que promovem a Unidade a qualquer nível. Desde 1995, os JMU têm uma cidade planetária: a SMU. Durante uma semana promovem acções, debates, manifestações culturais, com propósito de influir na opinião pública do seu país para vincar os seus ideais. A SMU culmina com uma ligação telefónica mundial entre os jovens participantes.

Nos Açores, e em S. Miguel em particular, vamos ter dois momentos marcantes a assinalar o XI aniversário da SMU: no próximo domingo (14), pelas 15h, no Bairro Santa Lúzia, na Ribeira Grande, haverá uma tarde desportiva; e, no dia 21, no centro regional dos JMU, far-se-á a ligação telefónica global.

Fonte: http://www.mondounito.net

Concluindo: “Observei que, em todos os lugares do mundo – de Norte a Sul, de Leste a Oeste – que a humanidade progride, passo a passo, até ser possível afirmar que a sua história nada mais é do que uma lenta, mas irrefreável, marcha rumo à fraternidade universal. E, nesse desenvolvimento, vocês são os verdadeiros e reais protagonistas. Portanto, vão em frente com coragem!” (Chiara Lubich)

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Ecumenismo: futuro para a Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.06.24

Desde 1982, os Bispos amigos do Movimento dos Focolares (MdF) de várias denominações cristãs e provenientes de diferentes países, reúnem-se anualmente para um diálogo que nasce da espiritualidade ecuménica do MdF. Os encontros, que têm um carácter informal, iniciaram-se quando João Paulo II, ao receber um grupo de bispos católicos, convidou-os a alargar a sua experiência de comunhão fraterna a líderes de outras Igrejas. A partir de então, encontros ecuménicos internacionais são realizados ano após ano sempre em lugares diferentes: Roma, Istambul, Londres, Augsburg, Trento, Amã/Jerusalém, Zurique, Genebra e, em Setembro de 2005, em Bucareste, a convite do Patriarca romeno ortodoxo Teoctist.

O principal fruto desta iniciativa é a profunda comunhão espiritual que se estabelece entre líderes de diferentes Igrejas, com o timbre do “mandamento novo” de Jesus: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Mesmo sem ignorar o que ainda divide as Igrejas, evidencia-se, antes de tudo, o muito que já existe em comum. E toma-se consciência de como as várias sensibilidades e as riquezas das diferentes tradições podem tornar-se num dom para toda a cristandade, “sem fusões nem assimilações”.

Nos últimos anos, por ocasião dos Congressos, os bispos testemunharam publicamente este “diálogo da vida” do qual emana uma nova esperança, com um grande reflexo no meio do povo: na igreja evangélica de Santa Ana, em Augsburg (1998), em Jerusalém (1999), no Grossmünster da Igreja Reformada de Zurique (2001), na catedral protestante e junto ao Conselho Mundial de Igrejas, em Genebra (2002), em Istambul (2004) e em Bucareste (2005).

Os Bispos amigos do MdF católicos foram reconhecidos em Fevereiro de 1998 pelo Pontifício Conselho para os Leigos – ao qual estão ligados os modernos Movimentos eclesiais – como uma ramificação do MdF, que distingue-se pelo seu “compromisso exclusivamente espiritual, que de nenhum modo interfere nos seus deveres enquanto bispos”, mas ajuda-os a realizá-los “no espírito de comunhão e de unidade”.

Através de discursos, mensagens e cartas, João Paulo II constantemente acompanhou e encorajou esta caminhada. Outros responsáveis de Igrejas, como o Patriarca ecuménico, Sua Santidade Bartolomeu I, o primaz da Igreja anglicana, arcebispo Rowan Williams, e o então bispo da Federação luterana mundial, Christian Krause, assim como seus predecessores, deram amplo apoio a esses encontros e à espiritualidade de comunhão que os inspira.

(Fonte: http://www.focolare.org )

Concluindo: As palavras que Paulo VI e João Paulo II ao falar de diálogo ecuménico deram um exemplo de testemunho. Esperemos que todas as pessoas de boa fé se unam em vez de fazerem guerra.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Focolares são fonte de inspiração para a nova evangelização

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.06.17

«Da comunhão entre os Bispos e os Movimentos pode surgir um válido impulso para um novo compromisso da Igreja no anúncio e no testemunho do Evangelho da esperança e da caridade, em todos os cantos do mundo»

Bento XVI

Nas origens do Movimento dos Focolares (MdF), o então Bispo de Trento, Dom Carlo de Ferrari, reconheceu na experiência do Evangelho vivido que se desencadeou ao redor de Chiara Lubich, fundadora e Presidente do MdF, e das suas primeiras companheiras a intervenção de Deus: “Digitus Dei est hicaqui está o dedo de Deus”. Com o passar dos anos, muitos Bispos foram atraídos pelos frutos que a espiritualidade do MdF suscita e um número significativo quis assumir como própria a espiritualidade da unidade.

Em Fevereiro de 1977 realizou-se o primeiro encontro de Bispos católicos amigos do MdF. Foi promovido pelo teólogo Klaus Hemmerle, que acabara de ser nomeado Bispo de Aachen (Alemanha), e havia conhecido o MdF quando ainda era sacerdote. Estiveram presentes 15 participantes, de dez países. Chiara Lubich, com todo o MdF, sustentou desde o início esta comunhão entre os Bispos com a sua palavra e o seu testemunho.

Recebendo os bispos durante uma audiência geral, o Papa Paulo VI recordou as palavras do Evangelho de Mateus: “Onde dois ou três estão reunidos em Meu nome Eu estou no meio deles” (18,20), e, ao apresentá-los aos fiéis presentes na audiência, afirmou: “Gostaria que na alma de cada um de vocês a imagem desse momento permanecesse esculpida, justamente pelo sentido carismático da presença de Cristo na sua Igreja”. Um ano depois disse: “Como líder do Colégio Apostólico eu encorajo-vos, estimulo-vos, exorto-vos a continuar com essa iniciativa”.

Estes encontros têm como base a espiritualidade do MdF e são de facto, para os Bispos, uma oportunidade de comunhão fraterna, que reforça o espírito da “colegialidade efectiva e afectiva”, sublinhada pelo Concílio Vaticano II. O aprofundamento de perspectivas espirituais e teológicas, junto à partilha de experiências, encoraja-os a viver e irradiar, dentro das suas respectivas conferências episcopais e nas suas dioceses, aquela espiritualidade de comunhão que João Paulo II evidenciou como caminho indispensável para “fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão” (Novo Millennio Ineunte 43; cf. Pastores Gregis 22).

Conhecer a espiritualidade e o testemunho do MdF torna-se fonte de inspiração para a nova evangelização e para um diálogo aberto a todos, que tem as suas raízes no mistério de Jesus crucificado e abandonado. Realidade confirmada por Bento XVI no seu discurso em Fevereiro último que indica Jesus crucificado e abandonado como "coração da espiritualidade" do MdF e sublinha o seu carisma como "serviço da unidade que se realiza nos vários âmbitos sociais e culturais e através das vias do ecumenismo e do dialogo inter religioso".

(Fonte: http://www.focolare.org )

Concluindo: Em cada ano, mais de cem Bispos católicos participam nos congressos espirituais no Centro Mariápolis de Castelgandolfo. Encontros análogos são realizados em nível regional. Actualmente estas reuniões são coordenadas pelo arcebispo de Praga, cardeal Miloslav Vlk, que dá continuidade à iniciativa de Dom Klaus Hemmerle, falecido em 1994.

domingo, 10 de junho de 2007

Seminaristas: um projecto de Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.06.10

Seminaristas:

«É muito bom que vocês estejam aqui em Castelgandolfo,

porque “focolare” significa algo muito simples e muito profundo.

Diz que existe um colectivo.

A vocação ao seminário

não é uma vocação solitária, eremítica,

é uma vocação para viver juntos:

viver para o outro, numa família mais ampla.

E eu acredito que a espiritualidade focolarina

Prepara-os muito bem para esta vocação».

João Paulo II – 29.12.1994

Depois do Concílio Vaticano II, num momento de crise para as vocações sacerdotais, Chiara Lubich, fundadora e presidente do Movimento dos Focolares (MdF), sente o impulso de dar visibilidade aos seminaristas, de vários países, que já estão em contacto com o MdF. Na Páscoa de 1968 encontram-se, pela primeira vez, em Rocca di Papa (nos arredores de Roma, Itália), 70 seminaristas. “Seria maravilhoso – afirma Chiara – se Deus suscitasse uma infinidade de seminaristas que, com o espírito da unidade, não só salvassem a própria vocação, mas, durante o período de seminário, irradiassem, de tal modo a unidade, a ponto de atrair outros jovens". É o surgimento de uma nova expressão do MdF, dirigida aos jovens chamados ao sacerdócio. Em seguida, um número cada vez maior de seminaristas adere à espiritualidade de comunhão que floresceu no MdF. Profundamente unidos aos seus formadores e plenamente inseridos na vida do seminário, estes jovens encontram no Ideal da Unidade uma chave decisiva para responder com alegria e entusiasmo à própria vocação.

A Espiritualidade da Unidade ajuda de modo especial:

v a fazer de Deus a escolha fundamental da própria vida, antes mesmo do sacerdócio;

v a viver com intensidade a Palavra de Deus, para poder anunciá-la como testemunhas dignas de crédito;

v a unir as suas vidas a de Jesus crucificado e abandonado, modelo de sacerdote;

v a ser construtores de unidade no seminário e nas suas dioceses;

v a abrir-se a todos com a arte de amar que emerge do Evangelho.

Atraídos por este estilo de vida, também os seminaristas das escolas de ensino médio e outros jovens orientados ao sacerdócio sentem-se impulsionados a viver da mesma maneira. Em 1980, surge uma terceira geração do mundo sacerdotal: o Movimento Gen’s3 (MG’s3 - Jovens Seminaristas adolescentes). São inúmeras as iniciativas do MG’s3 para incentivar um estilo de vida sempre mais comunitário e familiar nos seminários: a troca de experiências do Evangelho vivido em pequenos grupos, encontros regionais, actividades concretas de solidariedade, férias em conjunto, etc. Realizam-se também Congressos internacionais periódicos, e compartilham-se notícias e experiências através da revista de vida eclesial Gen’s.

(Fonte: http://www.focolare.org )

Concluindo: hoje em dia as vocações estão a rarear. O que pode unir os jovens à vida religiosa é a Unidade. Acho que os sacerdotes têm que ser mais unidos entre si e em relação ao seu Bispo para que os jovens possam ver um testemunho para seguirem.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Sacerdotes: paladinos da Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.06.03


SACERDOTES

"Jesus que morreu na cruz, pelos próprios irmãos.

Eis o sacerdote:

É Jesus Abandonado vivo".

Chiara Lubich

Desde os primórdios do Movimento dos Focolares (MdF), sacerdotes diocesanos – e, com o passar dos anos, também os diáconos e seminaristas – participaram da vida do MdF, atraídos pela espiritualidade da Unidade, na qual sentem uma profunda sintonia com a sua própria vocação, tendo desabrochado da oração sacerdotal quando Jesus diz: "que sejam um para que o mundo creia" (Jo 17).

Vivendo este espírito, os sacerdotes descobrem novamente a importância de ser, antes de mais, cristãos autênticos. “Convosco sou cristão, para vós, para servir-vos, sacerdote" (Cf. S. Agostinho). Assim, tomam uma maior consciência do significado das palavras de Jesus: “Disto reconhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”, testemunho que deve preceder a cada actividade ministerial. Milhares de sacerdotes diocesanos, espalhados nos vários continentes, respondem actualmente ao convite de Bento XVI para viver “o princípio petrino da Igreja à luz do princípio mariano, que é ainda mais originário e fundamental”. Com fundamento na Unidade, vêem, no ministério sacerdotal, um serviço que deve ser realizado à imagem de Jesus crucificado e abandonado.

A participação, na vida do MdF, não desvia os sacerdotes e diáconos da vida das suas dioceses. Muito pelo contrário, estimula a favorecer o espírito de Unidade entre todos e especialmente no presbitério diocesano, de modo a que se realize, cada vez mais, a Igreja-comunhão, fraternalmente reunida ao redor do bispo e aberta a um diálogo universal.

Como é a vida de comunhão entre os sacerdotes? Animados por esta espiritualidade, essencialmente comunitária, os sacerdotes, que a ela aderem, – quando a situação permite e os bispos consentem – vivem juntos, testemunhando o Ressuscitado, prometido a “dois ou três reunidos no Seu nome”, com evidentes frutos espirituais e apostólicos. “Quando estamos unidos pelo amor recíproco, torna-se espontâneo colocar em comum os bens materiais e os dons espirituais; dar testemunho da Unidade e da caridade pastoral; viver, na alegria, os concílios evangélicos da castidade, pobreza e obediência; cuidar de si mesmo e dos co-irmãos; fazer dos espaços da casa e da paróquia locais de harmonia e comunhão com todos; dedicar-se, com empenho, à própria formação permanente para serem homens do diálogo; viver como membros de um só corpo, através de uma intensa comunicação com os co-irmãos e com todo o povo de Deus”.

A espiritualidade da unidade também tem uma influência importante na actividade pastoral, porque se desenvolve em interacção com os outros e, “amando a paróquia dos outros como a sua própria”, assim como outras realidades da Igreja. Esta vida irradiou-se no âmbito das paróquias, exprimindo-se no “Movimento Paroquial” (MP).

Como se tem feito a difusão do MP? Entre os jovens surgem novas vocações. Actualmente 20 mil sacerdotes e diáconos acolhem e vivem, de várias formas esta espiritualidade, presentes em 120 países e em cinco continentes. Encontros entre sacerdotes mais próximos e congressos de maiores dimensões ocasionam a partilha de ideais e experiências. Nestas fazem formação em matérias referentes à espiritualidade da Unidade:

v Para um exercício na vida de comunhão surgiu um Centro internacional de espiritualidade para os sacerdotes, seminaristas e diáconos permanentes, com sede em Loppiano, próximo à Florença, na Mariápolis permanente do MdF. Acolhe, por um período de um ano, aqueles que, com a aprovação do próprio bispo, desejam fazer esta experiência.

v Trata-se de uma verdadeira escola de vida, que alterna horas de trabalho com momentos dedicados ao aprofundamento dos princípios básicos da espiritualidade da Unidade e da sua concretização seja ao nível pessoal como ao nível social e eclesial.

v Encontrando-se com os outros habitantes de Loppiano, na sua maioria leigos, os participantes desta escola experimentam a beleza de uma porção viva do Povo de Deus, e o sacerdócio ministerial passa a ser vivido como serviço à comunhão. “Se existir a unidade também com os leigos do MdF – estes foram os votos de Chiara na inauguração deste Centro – surgirá o que eu chamei de ‘cidade-igreja ou ‘sociedade-igreja’, que mostrará ao mundo como seria se fosse inteiramente renovado pela luz de Jesus, do seu Evangelho”.

(Fonte: http://www.focolare.org )

Concluindo: Amar a cruz é aceitar a maior dor e oferecer o que temos de melhor. Assim vivemos a verdadeira Fraternidade Universal.

domingo, 27 de maio de 2007

Religiosos: garantia da Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.05.27

A "Comunhão"

é realmente a Boa Nova,

o remédio que Deus nos doou

contra a solidão que hoje ameaça a todos.

É a dádiva preciosa

através da qual sentimos

acolhidos e amados por Deus

e inseridos na unidade do seu povo

reunido em nome da Trindade.

É a luz que resplandece na Igreja

como sinal entre os povos

e uma maravilhosa criação de amor,

que aproxima Cristo de cada homem e de cada mulher

que deseja realmente encontrá-Lo,

até o final dos tempos.

Bento XVI

De entre as novas correntes espirituais, suscitadas pelo Espírito Santo, para tornar resplandecente a comunhão na Igreja, é-nos dada a espiritualidade da Unidade ou de comunhão, típica do Movimento dos Focolares (MdF). É uma espiritualidade comunitária, originada pelo amor recíproco que tem por modelo a medida do amor de Jesus, descrito pelo Seu “Mandamento Novo”. É um amor que leva espontaneamente à doação total da comunhão dos bens espirituais e materiais suscitando um novo estilo de vida que tem a característica da reciprocidade. Uma reciprocidade que gera a presença espiritual de Jesus: "quando dois ou mais se reunirem em Seu nome” (cf Mt 18,20). Este amor recíproco torna possível experimentar os dons do Espírito Santo: alegria, paz, coragem, força, luz, amor.

Esta é uma espiritualidade que enriquece a vida de pessoas de todas as idades, categorias sociais e vocações, de pessoas chamadas à vida consagrada ou ao serviço pastoral do povo de Deus, como bispos e sacerdotes. Os religiosos e as religiosas, através da Espiritualidade da Unidade, compreendem melhor os seus próprios fundamentos, redescobrem os estatutos, alimentam uma profunda unidade com os superiores e realizam uma renovação na vida da comunidade e na actuação da sua missão específica. Os sacerdotes, estando em unidade com o bispo, experimentam a realidade de uma família espiritual, com grandes frutos para todo o ministério. Este estilo de vida suscita vocações e ajuda os seminaristas a tornarem-se centros de irradiação. Também os bispos, católicos e de outras Igrejas, participam desta espiritualidade evangélica. Igreja comunhão. Através do testemunho e do serviço pastoral dos bispos, sacerdotes e religiosos, florescem comunidades vivas nas quais resplandece a Igreja-Comunhão. Realiza-se, portanto, entre esses Institutos Religiosos, o clero diocesano e os leigos, aquela comunhão almejada desde sempre.

No final dos anos 70 surge o Movimento dos jovens religiosos e religiosas, com o nome de Gen-Re (Geração Nova de Religiosos e Religiosas). São jovens que trazem dentro de si o entusiasmo pela própria geração, assumem com firmeza a vocação religiosa e sentem o desejo de exprimir os carismas dos seus Fundadores e Fundadoras na realidade actual da Igreja e da humanidade, para ser, em cada ambiente, construtores de fraternidade. Chiara Lubich, fundadora do MdF, reconhece imediatamente neste Movimento juvenil uma grande potencialidade para a renovação da vida religiosa: «Se vocês soubessem quem são! Vocês são o Ideal das vossas Ordens!». E explica o relacionamento entre as gerações partindo do modelo trinitário: «O relacionamento que existe entre a segunda e a primeira geração é o mesmo que existe entre o Filho e o Pai na Santíssima Trindade. Vocês têm graças, têm uma luz que a primeira geração não tem e que precisa rever em vocês. Vocês são a beleza da Ordem: são como o Filho, que é o esplendor do Pai».

(Fonte: http://www.focolare.org )

Conclusão: também religiosos vivem este carisma da Unidade. Exorto todos a viverem pela Unidade.

domingo, 20 de maio de 2007

Cidadela – Protótipo do Paraíso na Terra

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.05.20

Construir uma cidade que concretize o próprio pensamento:

Eis o sonho de muitos pensadores e homens de acção

Portadores duma forte filosofia ou de uma rica espiritualidade.

Também é um sonho de Chiara Lubich.

Que, com o passar dos anos, está se tornando uma realidade.

A Cidadela Arco-Íris, situada em Portugal, é uma das 35 Cidadelas espalhadas nos cinco continentes. As “Cidadelas” são uma das mais típicas realizações do Movimento dos Focolares (MdF). Podem ser definidas como um esboço duma sociedade nova – com casas, lojas, locais para encontros, oficinas de arte, ateliers, pequenas empresas que possibilitam o sustento dos habitantes, com igrejas, escolas de vida e de espiritualidade – cuja lei é o Amor Recíproco, proposto pelo Evangelho.

Cada uma tem uma característica própria, consoante o ambiente onde está inserida:

Loppiano (na região de Florença), em Itália, é a primeira Cidadela. Surgiu em 1965, e actualmente conta com 900 habitantes de 70 países. Tem, como característica, a sua dimensão internacional;

v Em África, as Cidadelas na República dos Camarões, no Quénia, e na Costa do Marfim, caracterizam-se pela inculturação do Evangelho nas sociedades africanas;

v Na América Latina, as Cidadelas do Brasil e da Argentina são pioneiras na construção de empresas do Projecto de “Economia de Comunhão";

v Na Ásia, a Cidadela de Tagaytay, nas Filipinas é caracterizada pelo diálogo com as grandes religiões orientais;

v Na Alemanha, a Cidadela em Ottmaring, é ecuménica: ali convivem luteranos e católicos;

v Nos arredores de Nova Iorque, a Mariápolis Luminosa é uma Cidadela onde se promove o diálogo entre etnias e culturas diferentes;

v A Cidadela Arco-Íris, situada em Abrigada, a 45 km de Lisboa, existe desde 1997. A sua construção está a concretizar-se, progressivamente, graças ao esforço e à generosidade de muitas pessoas. Desde o seu início, contou com o apoio e o incentivo por parte da Igreja e das autoridades locais, tendo sido considerada, pela Câmara Municipal de Alenquer, um projecto de “interesse público”.

Além de ser um espaço privilegiado para o diálogo com pessoas de outras convicções e culturas, é também um ponto de atracção para os jovens. Apresenta-se como um esboço de um mundo novo, alicerçado nos valores fundamentais do Homem. O seu objectivo é mostrar que é possível uma convivência pacífica e fraterna entre pessoas das mais variadas idades e condições sociais. A maioria dos seus mais de 40 habitantes – adultos, famílias, jovens, crianças exerce a sua actividade profissional e lectiva nos arredores da Cidadela. Todos procuram pôr em prática a única lei da Cidadela para que o seu objectivo se torne realidade.

(Fonte: http://www.focolare.org ; http://www.focolares.org.pt )

Concluindo: Tive o privilégio de ter feito uma experiência na Cidadela Arco-Íris. Durante dois meses vivi experiências de verdadeiro paraíso nesta terra. A Fraternidade Universal e a Unidade são uma realidade.

domingo, 13 de maio de 2007

Adolescentes : o futuro para a Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.05.13

Os gen 3 olham muito alto...

Não contam somente com suas próprias forças

mas com as forças do Céu, de Deus.

Eles aperceberam-se que no mundo,

na história, entre aqueles que mais incidiram profundamente,

estão os santos: eles arrastaram as multidões,

levaram muitas pessoas a Deus, mudaram socialmente o mundo.

Então, o que os gen 3 decidiram fazer.

Querem se tornar – e não se admirem – uma geração de santos”.

Chiara Lubich


Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares (MdF) definiu a terceira geração do MdF, Movimento Gen3 (Gen3), em 1992, falando a todos os jovens por satélite, durante o Super congresso mundial dos Gen3.

Um projecto ousado, uma aventura que brotou do Evangelho vivido e que se realiza nas escolhas quotidianas que, muitas vezes, requerem a coragem de ir contra a corrente do mundo. Desde 1970, ano que se assinala o nascimento do dos Gen 3, rapazes e meninas dos 9 aos 17 anos, de povos, etnias e culturas diferentes, acolheram com entusiasmo o ideal da unidade. O objectivo é levar uma revolução de amor ao mundo inteiro, sobretudo entre os adolescentes, realizando desta forma o testamento de Jesus: “Que todos sejam um”.

Levando em conta a irresistível força do amor, empenham-se firmemente em construir a unidade em casa, na escola, no desporto, com os amigos. E justamente porque agem com simplicidade e de imediato, características próprias das suas idades, conseguem obter aquilo que para os adultos pareceria um ‘milagre’: pais que se reencontram em os seus relacionamentos, amigos que saem dos seus isolamentos, adultos que retornam o relacionamento com Deus, todos tocados pela convicção, pelo gesto de uma criança.

Desta forma, em redor dos Gen3, surge um grande número de adolescentes que, com o desejo de compartilhar o mesmo estilo de vida, constituem o Movimento Juvenil pela Unidade (MjU). Juntos, percorrem os vários caminhos a que chamam “trilhos” e que se traduzem em iniciativas locais e mundiais para se construir o mundo unido.

v Os adolescentes, que aderem ao MjU, são provenientes de etnias e culturas variadas, pertencem a várias Igrejas, e também a religiões não cristãs ou a culturas que não professam nenhuma fé religiosa. São 150 mil, presentes em 182 países.

v Acreditam que somente o amor pode transformar o mundo. Desejam que o convite de Jesus “Amai-vos como Eu vos amei” se torne uma realidade entre todos os homens desta terra.

v Têm como objectivo a fraternidade universal, começando pelas suas próprias cidades e nos ambientes que vivem. Percorrem todos os caminhos possíveis para derrubar as barreiras e das divisões, convictos de que a humanidade será uma grande família.

v Colocam em prática a Regra de Ouro: “Não faças aos outros aquilo que não gostaria que fosse feito a si próprio”, a qual está presente nos livros sagrados das principais religiões do mundo. É um convite a amar a todos, por primeiro. Experimentam que vivendo, podem contribuir para a realização de um mundo unido.

v Vivem e difundem uma cultura nova, aquela cultura do dar e da partilha. Colocam em prática uma comunhão de bens mundial na qual, como numa grande família planetária, quem tem a mais coloca em comum com aquele que passa necessidades.

Têm Iniciativas tais como:

v Trilhos pela unidade: os adolescentes organizam encontros, jornadas e assembleias nas escolas para apresentarem o seu estilo de vida; usam como meios de divulgação os conjuntos musicais, canções, representações artísticas para comunicar mensagens de paz e de unidade; organizam competições desportivas, jogos e actividades recreativas que, além de manterem a actividade física, servem também para construir novos relacionamentos; motivam acções ecológicas, caminhadas pela paz, são protagonistas de acções locais e mundiais para realizá-las.

v Projectos de partilha: sustentam 30 micro realizações em prol dos adolescentes mais pobres que vivem em países em guerra (em 27 países).

v Schoolmates: uma rede que se formou entre as escolas desde 2002. Através de um site na Internet, turmas de vários países correspondem-se e compartilham a cultura, tradições e iniciativas para construir o mundo unido. Através de um fundo de solidariedade, as turmas que sustentam bolsas de estudo

v Supercongressos, encontros internacionais que se realizam de 5 em 5 anos, onde se reúnem adolescentes do mundo inteiro; em 2002 eram 9 mil de 93 países. Juntos, querem ser uma resposta à difícil situação mundial, favorecendo o encontro de culturas e religiões diferentes e comunicando a ideia do mundo unido, tornando dessa forma visível algumas de suas realizações.

(Fonte: http://www.focolare.org ; www.school-mates.org ; http://www.teens4unity.net )

Concluindo: os adolescentes também querem mudar o mundo. Com a sua simplicidade querem fazer ver aos adultos que a Unidade é uma realidade.

domingo, 6 de maio de 2007

Os jovens também podem ser Santos

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.05.06

Hoje, no início deste mês de Maio, regozijo-me em partilhar dois casos paradigmáticos de como se pode santo, ainda jovem: o primeiro é o exemplo de vida de Chiara Luce Badano; e, por último, o projecto de santidade colectiva de Carlo e Alberto.

Chiara Luce Badano, nas suas memórias escreveu: "Redescobri o Evangelho sob uma nova luz. Entendi que eu não era uma cristã autêntica, porque não o vivia até às últimas consequências. Agora quero fazer deste magnífico livro o único objectivo da minha vida. Não quero e não posso permanecer analfabeta em relação a uma mensagem tão extraordinária. Assim, como para mim é fácil aprender o alfabeto, também deve ser fácil viver o Evangelho".

O testemunho de Chiara Luce Badano é significativo principalmente para os jovens. Basta considerar como ela viveu a doença e ver a repercussão que a sua morte teve. Não era possível deixar um exemplo como este cair no vazio. A santidade é necessária também hoje. É preciso ajudar a encontrar uma orientação, um objectivo para a vida, ajudar os jovens a superarem as suas inseguranças, sua solidão, seus enigmas diante dos insucessos, das dores, da morte. Os discursos teóricos não conquistam mais os jovens, é necessário o testemunho. Nas conversas notava-se uma maturidade muito superior à dos jovens da sua idade. Ela tinha compreendido o essencial do cristianismo: Deus em primeiro lugar; Jesus, com quem tinha um relacionamento espontâneo, fraterno; Maria como exemplo; o amor como núcleo do cristianismo; a responsabilidade de anunciar o Evangelho. Tudo isto, provado pela experiência do sofrimento e da morte, não temida mas esperada, fez com que sua aventura se tornasse realmente singular. A seu propósito Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, escreveu: "Chiara Luce! Quanta luz se lê no seu rosto, quanta luz nas suas palavras, nas suas cartas, na sua vida totalmente projectada em amar concretamente!... A sua foi uma escolha radical de Jesus crucificado e abandonado; escolha daquilo que faz mal, e que, se não se ama, pode arrastar o espírito para um túnel escuro. Viveu com Ele, com Ele transformou a sua paixão em uma canto de núpcias".

O segundo exemplo de santidade que quero partilhar é o projecto de santidade colectiva de Carlo e Alberto. Sobre este caso raro de santidade, “O mergulho em Deus: os 40 dias de Carlo e Alberto”, no livro de Michele Zanchucchi, Director da revista Città Nuova de Itália, desenvolve uma narração da história de Carlo e Alberto, que cultivaram uma amizade esplêndida, aberta e alimentada por um objectivo em comum: levar a todos o dom do ideal evangélico que os havia fascinado. A vida desses dois jovens foi truncada prematuramente. Alberto, estudante de engenharia, inteligente, amante de desporto, apaixonado pelas montanhas, durante uma escalada, cai; Carlo, estudante de agronomia, enquanto está a prestar o serviço militar, é-lhe diagnosticado um cancro, dos mais malignos. A vida dos dois jovens tinha alcançado a plenitude pensada por Deus ao criá-los, até o ponto de irradiar uma beleza exemplar. O desejo deles era colocar Deus no centro da própria vida. O ter muito em comum e a amizade deles tinha, portanto, raízes profundas. Poder enfrentar juntos problemas e dificuldades do dia-a-dia, ajudava-os a viver os momentos difíceis e a superar a tentação de parar e de desistir. Muitas vezes recomeçaram, muitas vezes experimentaram que a vida neles e ao redor deles renascia. Também hoje, à distância de anos, o sue exemplo elucida. “Alberto e Carlo – dizem aqueles que os conheceram – são como duas contas bancárias sempre abertas e que continuam a render!”.

(Fonte: http://www.focolare.org)

Concluindo: ser Santo não é uma utopia. O exemplo de vida destes três jovens, que têm os processos de beatificação a decorrer no Vaticano, é bem elucidativo que é possível perpetuar as boas acções para que também outros os possam seguir.

domingo, 1 de abril de 2007

Educação à Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.04.01

Educação à fraternidade universal

Através da cultura da partilha e da paz.

A solidariedade não é só matéria de ensino,

Mas também metodologia para melhorar a qualidade educacional.

O trabalho em equipa,

o intercâmbio de experiências positivas e de dificuldades,

a formação do corpo docente.

São alguns elementos das linhas pedagógicas e metodológicas

amadurecidas durante os anos de experiência educacional

vivida nos cinco continentes pelos agentes do mundo da educação

à luz da espiritualidade da Unidade.

Estas linhas pedagógicas revelam-se particularmente adequadas aos desafios apresentados pela actual mudança, rumo a uma sociedade cada vez mais multicultural, multi-étnica e multi-religiosa.

Nos adolescentes tem vindo a ser criada uma nova mentalidade e um novo modo de relacionamento: entre eles e com os outros. Esta experiência educacional insere-se no actual debate pedagógico com um traço típico que o caracteriza:

· um projecto de ‘Homem Mundo’, isto é, aberto a todas as instâncias da humanidade, que inspira a actividade educacional;

· uma metodologia: “fazer-se um” com o outro, sentir com o outro, em que estão envolvidos tanto o educando, quanto o educador.

· cada pessoa, no contexto educacional, readquire dignidade e subjectividade educadora, porque a educação torna-se co-educação. Não é um projecto elitista, é proposto em todos os contextos e em todas as latitudes, é universal e popular; pode ser realizado a partir das crianças e adolescentes, dos pais ou dos educadores. Começa e recomeça a cada momento, pelo compromisso de manter vivo o amor recíproco, que faz de cada família ou escola uma “comunidade educadora”.

A finalidade da educação é formar homens novos, comprometendo-se a:

· Construir relacionamentos de Unidade entre educadores e educandos, entre todos os agentes das estruturas escolares e entre os sujeitos das várias instituições educacionais (pais, professores, animadores de grupos de juvenis…);

· suscitar a “cultura da partilha” nas novas gerações e abri-las para o cosmopolitismo com uma atenção para com todas as culturas, procurando favorecer a sua integração;

· educar as novas gerações ao amor pela humanidade e pelo meio ambiente, e manter sempre viva a estreita ligação entre cultura e vida, entre ensino e educação, também através de iniciativas e acções.

Para a informação estar sempre actualizada, há que haver formação. A formação realiza-se através de congressos ou trabalhos em equipas, em diversos contextos sócio-geográficos. Tem por objectivo contribuir para o crescimento humanístico do docente e para a renovação da sua pedagogia, segundo os princípios fundamentais da pedagogia da Unidade.

  • Itália – Em relação à formação do corpo docente, resulta importante e eficaz a colaboração com a ONG AMU (Acção por um Mundo Unido), no campo da cooperação internacional, credenciada para a formação dos funcionários das escolas sobre os temas da globalização e dos direitos humanos.
  • Tailândia – Realizou-se, em Bangcoc em 2004, um workshop para 40 professores e agentes do mundo da educação, 20 dos quais de religião budista. A finalidade foi traduzir, na linguagem e na cultura budista, a figura do professor ideal.

(Fonte: www.azionemondounito.org)

Concluindo: Educar para a Cidadania. Este deverá ser o novo desenvolvimento do compromisso dos membros do Movimento dos Focolares (MdF), no campo pedagógico, marcado pelo nascimento da “EDU – Educação Unidade”, centro de estudos pedagógicos do MdF, que teve início em 2002, por iniciativa de Chiara Lubich.

segunda-feira, 5 de março de 2007

A reciprocidade do Amor




ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.03.04

A reciprocidade do amor
até o ponto de construir a unidade,
coração da espiritualidade dos Focolares,
revela-se como “paradigma de unidade”,
“código” para a transformação do âmbito social,
inserindo a dimensão da comunhão e da fraternidade
no mundo da economia e do trabalho, na política,
na justiça, na saúde, na cultura, na comunicação social, na arte.
Uma contribuição para a globalização da fraternidade
e da solidariedade, uma urgência nos dias de hoje.

Nas próximas semanas, darei a conhecer a espiritualidade da Unidade, defendida por Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares.
A partir dos anos 50, do passado séc. XX, delineou-se o Movimento Humanidade Nova, que deseja contribuir para a realização do testamento de Jesus: “Que todos sejam um”, o Seu projecto de unidade para família humana. Será a expressão do Movimento dos Focolares (MdF) voltada aos problemas sociais: os seus membros representam as diversas categorias sociais e profissões. Este compromisso envolveu também outras ramificações do Movimento dos Focolares: Famílias Novas, Jovens para o Mundo Unido [do qual eu faço parte], Movimento Juvenil pela Unidade, religiosas e religiosos de diferentes congregações que aderem ao Movimento.
A acção pessoal ou colectiva dos membros do MdF leva-os a revitalizar o tecido social, suscitando nos diferentes ambientes, onde dois ou mais vivem o ideal da unidade, células de ambiente, que agem segundo o princípio do amor recíproco. Enfrentam os problemas procurando soluções, a fim de melhorar as condições dos indivíduos e da colectividade. Criam espaços de fraternidade onde floresce uma nova cultura – a cultura da partilha – antídoto para a cultura dominante do ter, superando fragmentações, divisões e conflitos, para caminhar juntos rumo à unidade.
Nos lugares mais sofridos do mundo multiplicam-se obras e acções sociais e de solidariedade internacional: na Irlanda do Norte em repúblicas da antiga Jugoslávia, na África Central, no Líbano, nas favelas do Brasil e nos bairros de periferia nas Filipinas. Com o tempo, este espírito faz com que as acções sociais suscitem a reciprocidade, superando todas as formas de assistência passiva, para valorizar a contribuição activa de cada um na promoção espiritual e social dos indivíduos e da comunidade.
O desenvolvimento desse empenho social suscitou duas ONG’s: a New Humanity, que tem um Estatuto Especial, de âmbito consultivo, junto ao ECOSOC (Economic and Social Council) da ONU; e a AMU – Acção Mundo Unido, activa no campo da solidariedade internacional.
Num abrigo antiaéreo para proteger-se dos bombardeios, Chiara Lubich e suas primeiras companheiras abrem, ao acaso, o Evangelho na página do testamento de Jesus: “que todos sejam um”, intuem que algo universal iria nascer, que alcançaria os confins do mundo provocando um impacto em nível social e cultural. É a redescoberta do Evangelho na perspectiva da unidade, que impulsiona a traduzir o amor ao próximo em factos concretos, voltando-se de modo especial aos mais necessitados. Chiara e suas companheiras percorrem a cidade para conhecer os bairros mais pobres e visitá-los, com a intenção de realizar uma certa justiça social. A aspiração delas era resolver o problema social de Trento, Itália, quando, no início dos anos 40, a devastação dos bombardeamentos provocava ruínas, feridos, mortos, pobreza. A ajuda em dinheiro e géneros de primeira necessidade é acompanhada pela busca de trabalho para os desempregados, de moradia para quem a perdeu, até que se desencadeia espontaneamente uma comunhão de bens entre as pessoas da comunidade que se está formando. Tem início o circuito vital do “dar-receber-dar” quanto mais dão víveres, roupas, remédios, mais eles chegam, com uma abundância inesperada. Comprovam a verdade das palavras “dai e vos será dado: uma medida sacudida e transbordante”. Desde os primórdios surge a convicção de que no Evangelho vivido está contida a mais potente revolução social.
Os trágicos acontecimentos da Hungria, em 1956, com a repressão sangrenta dos ideais de liberdade de um povo, abalam a Europa. Chiara Lubich sente a urgência de levar Deus à sociedade, a fim de que os homens encontrem Nele a fonte da liberdade e da fraternidade. Através das páginas da revista do Movimento, Cidade Nova, lança um apelo: “São necessários autênticos discípulos de Jesus não apenas nos conventos, mas no mundo. Discípulos que o sigam voluntariamente.

(Fonte: http://www.focolare.org ; www.new-humanity.org ; www.azionemondounito.org )
Concluindo: o Amor recíproco, com pequenos gestos, manifesta-se infinitamente.