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segunda-feira, 5 de maio de 2008

RUN4UNITY’08


ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2008.05.04


No próximo sábado, 10 de Maio de 2008, das 16h00 às 17h00 em todos os fusos horários, os Jovens pela Unidade, do Movimento dos Focolares, organizam a II edição da corrida mundial RUN4UNITY o desporto para construir juntos a paz
Após a primeira edição, que viu a participação de mais de 100.000 adolescentes, em 340 cidades, de 89 nações, adolescentes de etnias, culturas e religiões diferentes voltam a correr unidos passando pelos pontos mais significativos do planeta para estender simbolicamente sobre o mundo um arco-íris de fraternidade.
Em Roma, 2000 adolescentes, com representações provenientes dos cinco continentes, conduzirão a transmissão via Internet e via satélite, com conexões e actualizações em directo da corrida de bastão dos diversos países do mundo. Durante a manifestação, os adolescentes serão protagonistas de uma Exposição mundial da fraternidade com as centenas de concretizações do projecto “Vamos colorir a cidade”, promovido pelos jovens a nível local e mundial. Os adolescentes das Ilhas Fiji, no Pacífico, darão a partida para a manifestação às 16h00, hora local. Às 17h00, através de uma ligação via internet, passarão a estafeta ao fuso horário seguinte.
No arco de 24 horas, a corrida atingirá localidades de todas as latitudes onde vão pronunciar personalidades do mundo do desporto, da cultura, autoridades civis e religiosas. As manifestações desportivas atravessarão lugares símbolo de paz, passarão próximo a fronteiras de países em guerra, descerão aos bairros onde são vividas fortes tensões, correrão sobre a linha do equador como nas grandes capitais: por toda a parte o objectivo é testemunhar o compromisso de construir a unidade e a paz.
Run4unity 2008 também será uma Exposição mundial da fraternidade através das centenas de concretizações do projecto “Vamos colorir a cidade”. Esta iniciativa, lançada pelos adolescentes do Movimento Juvenil pela Unidade em 2005, almeja colorir com o amor os “cantos cinzentos” das cidades: hospitais, orfanatos, bairros habitados por imigrantes a serem ajudados na integração, parques públicos a serem limpos, aglomerações de sem abrigo ou pessoas que vivem na marginalização. Grupos de adolescentes, de acordo com as instituições do território e conectados entre si em nível mundial através de um site na internet (http://www.teen4nuty.net/), são protagonistas de uma cidadania activa e promotores de um futuro de paz e unidade entre os povos.
(Fonte: http://groups.google.com/group/run4unity_08_acores?lnk=gcimh )
Concluindo: Em Ponta Delgada, o Run4unity’08 será realizado nas Portas da Cidade, das 15:30 às 17:30. Também haverá uma transmissão via Internet e via satélite de Roma de Run4unity’08 permitirá seguir as fases da corrida de bastão em todas as localidades tocadas pela manifestação onde os adolescentes, com expressões artísticas, jogos e experiências de vida, testemunharão que o encontro de culturas e paz.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Jovens: baluarte da Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.04.29

Vivemos numa época na qual é necessário

que os jovens se formem

com uma mentalidade

que não seja apenas ocidental ou oriental,

mas com uma mentalidade “mundial”.

Os gen devem participar conscientemente

da gestão do mundo que virá.

Porque eles são chamados a levar a unidade a toda a terra,

aquela unidade que Cristo invocou ao Pai rezando

“Pai, que todos sejam um”.

Aquela unidade que dá à humanidade a mais alta dignidade:

a de sentir-se um único povo.

Chiara Lubich – 1972

O Movimento Juventude Nova (GEN) do Movimento dos Focolares (MdF) reúne jovens de várias classes sociais, empenhados em viver a Espiritualidade da Unidade. Estão ligados em rede, reúnem-se em pequenos grupos, as ‘unidades’, onde experimentam a força vital que brota da presença de Deus entre nós.

  • Os GEN contribuem para a construção dum mundo mais unido no qual todos se reconheçam como irmãos. Ou seja, contribuiu para a actuação do testamento de Cristo “que todos sejam um”. Para realizar os seus propósitos, os GEN confiam na força do amor evangélico – o amor que tende à reciprocidade e realiza a unidade – para que entre em todas as relações sociais, entre os povos, as culturas, as religiões. Comunicam este ideal nos seus ambientes, aos seus amigos, através de iniciativas e das mais variadas actividades, principalmente, através das experiências vividas no dia-a-dia. Assim como a luz passa através de um prisma, refracte-se nas sete cores do arco-íris, da mesma forma o amor pode exprimir-se em todos os aspectos da vida, iluminando-os e transformando-os.
  • Os GEN, respondendo ao apelo de Chiara Lubich: “Jovens do mundo inteiro uni-vos!”, assinalando, em 1967, o nascimento do Movimento GEN, suscitaram um movimento com um alcance ainda maior, do qual são os animadores: os “Jovens por um Mundo Unido”. Estão presentes em 182 países.
  • Escolas gen permanentes têm sua sede nas Mariápolis permanentes do Movimento dos Focolares: na Itália, na Suíça, na Alemanha, na República dos Camarões, na Argentina, no Brasil, nos Estados Unidos, nas Filipinas e em Portugal situa-se na Abrigada.
  • Os GEN compartilham com os jovens o objectivo de tornar o mundo mais unido. Para realizar este ideal, têm como ponto de partida o evangelho vivido; os que pertencem a outras religiões praticam a Regra de ouro: “Faça aos outros aquilo que gostarias fosse feito a ti”; os jovens que não professam nenhuma fé religiosa, partem da ideia da fraternidade universal.
  • Fragmentos de fraternidade – No mundo inteiro, os GEN promovem obras e actividades para rapazes da rua, os sem-terra, idosos abandonados, pessoas com deficiências físicas, presos, imigrantes, de acordo com as necessidades locais mais urgentes. Ao mesmo tempo, os GEN empenham-se em recolher fundos e realizar actividades de voluntariado a favor dos países que sofreram catástrofes como terramotos, inundações, guerras…
  • A Semana Mundo Unido é um encontro anual dos GEN. Realiza-se simultaneamente no mundo inteiro. Tem o objectivo de influenciar com as próprias ideias a opinião pública, envolvendo instituições civis e religiosas e os OCS.
  • Projecto África – no âmbito da Jornada Mundial da Juventude de 2000, durante o Genfest no estádio Flamínio (Roma), Chiara Lubich propõe aos gen e aos jovens o “Projecto África”.

(Fonte: www.focolare.org ; www.mondounito.net )

Concluindo: os jovens são os homens do amanhã. Temos que acreditar mais neles. Os GEN são jovens que vivem o ideal da Fraternidade Universal. Eu sou GEN. E também quero contribuir para melhorar este nosso mundo!

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Unidade: uma Regra de Ouro entre Religiões


ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, HOJE, DIA 2007.02.11

Na profunda transformação deste nosso mundo, rumo a uma sociedade cada vez mais multicultural e multireligiosa, e com o surgimento de novos fenómenos de xenofobia e intolerância religiosa bem como o temido confronto de civilizações, o Movimento dos Focolares tem–se empenhado em promover o diálogo entre as religiões, com a finalidade do pluralismo religioso da humanidade sem divisões nem guerras, mas sim uma contribuição para que as famílias humanas se componham em fraternidade.

Nestas últimas décadas, este diálogo tem reforçado a convicção de que os seguidores de outras religiões esperam de nós, cristãos, um testemunho concreto de amor inspirado no Evangelho, a palavra de Deus. Não é por acaso, que em todas as religiões, há uma regra de ouro: “Não faça ao outro o que não gostarias que fosse feito a ti”. A concretização desta “regra de ouro” suscita um clima de amor mútuo, substrato deste diálogo. Mas, tal tarefa exige, “fazer-se um”, isto é, “viver o outro”. Não é um comportamento de pura benevolência, abertura e estima, mas sim uma prática que exige o “vazio” completo de nós mesmos, para nos tornarmos uma só coisa com o outro, para “colocarmo-nos na pele do outro” seja muçulmano, hindu ou budista. O efeito é duplo: ajuda-nos a inculturarmo-nos e, portanto, conhecermos a religião, a linguagem do outro, o que predispõe os outros à escuta. Dessa forma, podemos passar ao “anúncio respeitoso” no qual, por lealdade para com Deus, consigo próprio e também pela sinceridade com o próximo, dizemos aquilo que a nossa fé afirma a respeito dum determinado assunto sem impor nada ao outro. É assim que cresce entre nós o conhecimento recíproco.

Quais são os efeitos deste diálogo? Neste espírito de unidade, o efeito do diálogo não é o sincretismo, mas a redescoberta das próprias raízes religiosas, daquilo que nos une, uma experiência viva de fraternidade: reforça-se o compromisso comum em sermos artífices de Unidade e de Paz, especialmente onde a violência, a intolerância racial e religiosa tentam criar um abismo entre os componentes da sociedade. Desta forma, surgem significativas realizações humanitárias comuns. Põe-se em prática o que afirmou o Papa Bento XVI e diversos líderes religiosos: “Se juntos conseguirmos arrancar dos corações o sentimento de rancor, opormo-nos a qualquer forma de intolerância e toda e qualquer manifestação de violência, inibiremos a onda de fanatismo cruel que coloca em risco a vida de tantas pessoas, embaraçando o progresso da paz no mundo. É uma missão árdua, mas não impossível. Aquele que crê sabe que pode contar, não obstante a própria fragilidade, com a força espiritual da oração”.

(Fonte Bento XVI, Colónia, encontro com as comunidades muçulmanas, 20 de Agosto de 2005: http://www.focolare.org; Apontamentos Pessoais)

Concluindo: Devido à expansão universal do Movimento dos Focolares, existe hoje um diálogo aberto com todas as principais religiões do mundo, não apenas com seguidores isolados ou com líderes religiosos, mas com líderes e seguidores de vastos Movimentos: o Movimento leigo budista Rissho Kosei-kai, que conta com 6 milhões de aderentes; a American Society of Muslims (EUA), com mais de 2 milhões; a Swadhyaya Family (Índia), que abraça 8 milhões de aderentes, na sua maioria hindus. São mais de 30 mil os seguidores de outras religiões que, naquilo que lhes é possível, vivem a espiritualidade do Movimento e com ele comprometem-se, colaborando com os seus objectivos