segunda-feira, 30 de julho de 2007

“Uma União mais forte para um mundo Melhor” (III)

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, HOJE, DIA 2007.07.29

No caminho que leva a desenhar o novo rosto da Europa, é determinante, sob muitos aspectos, o papel das instituições internacionais, ligadas e operantes sobretudo no território Europeu, cuja contribuição tem marcado o curso histórico dos acontecimentos, sem se empenharem em operações de carácter militar.

A tal propósito, desejo mencionar, em primeiro lugar, a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), empenhada na manutenção da paz e da estabilidade, nomeadamente através da defesa e promoção dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, e também na cooperação económica e ambiental.

Temos, depois, o Conselho da Europa, do qual fazem parte os Estados que subscreveram a Convenção Europeia de 1950 para a salvaguarda dos direitos humanos fundamentais e a Carta Social de 1961. Existe, de igual modo, o Tribunal Europeu dos direitos do homem. Estas duas instituições, através da cooperação política, social, jurídica e cultural, e ainda da promoção dos direitos humanos e da democracia, visam a realização da Europa da liberdade e da solidariedade.

Por último, aparece a União Europeia, com o seu Parlamento, o Conselho de Ministros e a Comissão, que propõe um modelo de integração que se vai aperfeiçoando tendo em vista adoptar uma Constituição comum. A finalidade de tal organismo é realizar uma maior unidade política, económica, monetária entre os Estados-membros, quer os actuais quer os que virão a fazer parte dele. Na sua diversidade e a partir da identidade específica de cada uma, as referidas instituições promovem a unidade do continente e, mais profundamente, estão ao serviço do homem.

Às instituições europeias e aos diferentes Estados da Europa, há que reconhecer que um bom ordenamento da sociedade deve radicar em autênticos valores éticos e civis que são património, em primeiro lugar, dos vários corpos sociais. É importante que as instituições e os diferentes Estados reconheçam que, entre os corpos sociais, estão incluídas as Igrejas, as Comunidades eclesiais e as outras organizações religiosas.

As instituições europeias têm como finalidade explícita a tutela dos direitos da pessoa humana. Nesta missão, elas contribuem para construir a Europa dos valores e do direito. Os padres sinodais lançaram aos responsáveis europeus este apelo: “Erguei a voz quando são violados os direitos humanos dos indivíduos, das minorias e dos povos, a começar pelo direito à liberdade religiosa; reservai a maior atenção a tudo o que se refere à vida humana, desde a sua concepção até à morte natural, e à família fundada sobre o matrimónio: são estas as bases sobre as quais se apoia a casa comum europeia; (...) enfrentai, segundo a justiça e a equidade e com sentido de grande solidariedade, o crescente fenómeno das migrações, tornando-as novo recurso para o futuro europeu; envidai todo o esforço para que aos jovens seja garantido um futuro deveras humano com o trabalho, a cultura, a educação para os valores morais e espirituais”.

(Fonte: http://www.ue2007.pt/; http://www.vatican.va )

Concluindo: A presidência portuguesa do Conselho Europeu terá, na redacção do tratado constitucional reformador, que inserir uma referência ao Cristianismo, como um dos pilares da construção europeia. Se não o fizerem, estarão também negando as raízes helénicas (filosofia) e romanas (costumes e direito) da Europa. Isso não significa que a U.E. será um clube de estados cristãos. É só reconhecer a religião cristão como unificadora da Ideia de Europa.

domingo, 22 de julho de 2007

“Uma União mais forte para um mundo Melhor” (II)

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, HOJE, DIA 2007.07.22

O Conselho Europeu atribuiu à Presidência portuguesa o mandato para abrir uma Conferência Intergovernamental (CIG). O objectivo é claro: elaborar um Tratado que altere os Tratados existentes no sentido de reforçar a eficiência e a legitimidade democráticas da União alargada, assim como a coerência da sua acção externa. A reforma da União deverá facilitar o cumprimento dos compromissos existentes no processo de alargamento, que devem ser respeitados. Os benefícios desta acção são evidentes, pelo seu contributo para a paz, a estabilidade e a prosperidade na Europa. A UE deverá desenvolver e consolidar estes ganhos.

Dizer “Europa” deve querer dizer “abertura”. Apesar de experiências e sinais contrários que também não faltaram, é a sua própria história que o exige. Na realidade, a Europa não é um território fechado ou isolado; construiu-se partindo, para além dos mares, ao encontro de outros povos, doutras culturas, doutras civilizações. Por isso, deve ser um continente aberto e acolhedor, continuando a realizar, na globalização actual, formas de cooperação não só económica, mas também social e cultural.

Para que o seu rosto seja verdadeiramente novo, o continente deve corresponder positivamente a esta exigência. A Europa não pode fechar-se sobre si mesma. Não pode, nem deve, desinteressar-se do resto do mundo. Pelo contrário, deve ter plena consciência do facto que outros países, outros continentes esperam dela iniciativas corajosas capazes de oferecer aos povos mais pobres os meios para o seu desenvolvimento e a sua organização social, e de edificar um mundo mais justo e fraterno.

Para realizar adequadamente esta missão, é necessária uma revisão da cooperação em termos de uma nova cultura de solidariedade. Concebida como semente de paz, a cooperação não pode reduzir-se só à ajuda e assistência. Mas deve traduzir-se num compromisso concreto e palpável de solidariedade, de modo que torne os pobres protagonistas do seu desenvolvimento e consinta ao maior número possível de indivíduos dar asas, nas circunstâncias económicas e políticas concretas onde vivem, à criatividade típica da pessoa humana, de que depende também a riqueza das nações.

Além disso, a Europa deve participar activamente na promoção e realização duma globalização na solidariedade. Esta supõe, como sua condição, uma espécie de globalização da solidariedade e valores anexos da equidade, justiça e liberdade, na firme convicção de que o mercado requer que seja oportunamente controlado pelas forças sociais e do Estado, de modo a garantir a satisfação das exigências fundamentais de toda a sociedade.

A Europa viu, sobretudo no último século, consolidarem-se ideologias totalitárias e nacionalismos exacerbados que, obscurecendo a esperança dos homens e dos povos do continente, alimentaram conflitos quer no seio das nações quer entre outras nações, o que levou à enorme tragédia das duas guerras mundiais. E mesmo os conflitos étnicos mais recentes, que de novo ensanguentaram o continente europeu, fizeram ver a todos como é frágil a paz, quanta necessidade tem do empenho efectivo de todos e como só pode ser garantida abrindo novas perspectivas de intercâmbio, perdão e reconciliação entre as pessoas, os povos e as nações.

(Fonte: http://www.ue2007.pt/; http://www.vatican.va )

Concluindo: Sendo assim, a Europa, com todos os seus habitantes, deve empenhar-se incansavelmente na construção da paz dentro das suas fronteiras e no mundo inteiro. A este respeito, importa recordar, por um lado, que as diferenças nacionais devem ser mantidas e cultivadas como fundamento da solidariedade europeia e, por outro, que a própria identidade nacional só se realiza na abertura aos outros povos e através da solidariedade com eles.

domingo, 15 de julho de 2007

“Uma União mais forte para um mundo Melhor” (I)

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, HOJE, DIA 2007.07.15

A União solidária entre iguais – «União» é o projecto ligando 27 Estados soberanos europeus a um presente e um futuro comuns. Uma União aberta aos Estados que na Europa partilham os valores em que assenta este projecto: o respeito pela dignidade humana e pelos direitos das pessoas, da liberdade, da democracia, da igualdade e do Estado de Direito. Uma União solidária entre iguais, fundada na vontade dos seus cidadãos.

Um momento para acção – Portugal assume a Presidência do Conselho ciente de que a prosperidade dos Estados-membros da Europa do futuro e o bem-estar dos seus cidadãos depende de decisões que teremos proximamente que tomar. Este é um momento para acção. Aperfeiçoar o funcionamento da UE através da reforma dos Tratados é capital para assegurar uma melhor aplicação da Estratégia de Lisboa e para uma acção externa mais eficaz. Esta é a via para influenciarmos a nossa forma de estar num mundo globalizado.

Procurar o interesse comum - A Presidência portuguesa assenta num pressuposto claro: move-nos a vontade de procurar sempre o interesse comum e de gerar os consensos necessários ao progresso da Europa.

Base operacional – O Programa de 18 meses, em vigor desde Janeiro de 2007, elaborado com a Alemanha e a Eslovénia e avalizado pelo Conselho de Assuntos Gerais e Relações Externas, é a base operacional da Presidência portuguesa. Requer um trabalho a decorrer nas várias formações do Conselho, em estreita colaboração com o Parlamento Europeu e com a Comissão que detém em várias matérias o direito de iniciativa.

Durante as próximas semanas, tentar-se-á dar conhecimento de como Portugal está a presidir ao Conselho da União Europeia.

No processo de transformação em curso, a Europa é chamada, antes de mais nada, a reencontrar a sua verdadeira identidade. De facto, não obstante a realidade de que se foi compondo, deve construir um modelo novo de unidade na diversidade, uma comunidade de nações reconciliadas aberta aos outros continentes e envolvida no processo actual de globalização.

Para dar novo impulso à sua história, a Europa deve reconhecer e recuperar, com fidelidade criativa, aqueles valores fundamentais, adquiridos com o contributo determinante do cristianismo, que se podem compendiar na afirmação da dignidade transcendente da pessoa humana, do valor da razão, da liberdade, da democracia, do Estado de direito e da distinção entre política e religião.

A União Europeia continua a alargar-se. Num prazo mais ou menos breve, estão chamados a fazer parte dela todos os povos que partilham a mesma herança fundamental. Espera-se que um tal alargamento se verifique no respeito de todos, valorizando as peculiaridades históricas e culturais, as identidades nacionais e a riqueza dos contributos que poderão advir dos novos membros, para além de dar uma actuação mais perfeita aos princípios de subsidiariedade e de solidariedade. No processo de integração do continente, é de importância capital ter presente que a união não terá consistência se ficar reduzida apenas às dimensões geográficas e económicas; mas deve consistir em primeiro lugar num consenso sobre os valores a exprimir no direito e na vida.

(Fonte: http://www.ue2007.pt/; http://www.vatican.va )

Concluindo: defendo que o projecto europeu só andará em diante se os 27 povos perceberem que terá que se colocar a Dignidade Humana sobre todas as outras realidades. Portugal pode ter um papel importante a desempenhar.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Modelo Europeu: “fermento para o mundo inteiro?”

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, HOJE, DIA 2007.07.08

“A novidade de Deus na História. O Evangelho da esperança, que ressoa no Apocalipse, abre o coração para a contemplação da novidade realizada por Deus: «Vi, depois, um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra haviam desaparecido, e o mar já não existia» (Ap 21, 1). Deus em pessoa afirma, com uma palavra que dá a explicação da visão agora descrita: «Eu renovo todas as coisas» (Ap 21, 5). A novidade de Deus – plenamente compreensível no horizonte das coisas velhas, feitas de lágrimas, luto, pranto, aflições, morte (cf. Ap 21, 4) – consiste em sair do pecado e das suas consequências em que se encontra a humanidade; é o novo céu e a nova terra, a nova Jerusalém, em contraposição a um céu e uma terra velhos, a uma ordem antiquada de coisas e uma vetusta Jerusalém, conturbada pelas suas rivalidades. Não é indiferente, para a construção da cidade do homem, a imagem da nova Jerusalém, que desce «do céu, de junto de Deus, bela como uma esposa que se ataviou para o seu esposo» (Ap 21, 2), aludindo directamente ao mistério da Igreja. É uma imagem que fala duma realidade escatológica: esta situa-se para além de tudo o que o homem possa fazer; é um dom de Deus que se realizará nos últimos tempos. Mas não é uma utopia: é realidade já presente. Indica-o o verbo no presente usado por Deus – «Eu renovo todas as coisas» (Ap 21, 5) – com a especificação que vem depois: «Está feito!» (Ap 21, 6). Efectivamente Deus já está agindo para renovar o mundo; a Páscoa de Cristo é já a novidade de Deus, que faz nascer a Igreja, anima a sua existência, renova e transforma a História. Esta novidade começa a tomar forma primariamente na comunidade cristã, que é já agora «o tabernáculo de Deus entre os homens» (cf. Ap 21, 3), em cujo seio Deus já actua, renovando a vida daqueles que se deixam conduzir pelo sopro do Espírito. A Igreja é para o mundo sinal e instrumento do Reino que se realiza primariamente nos corações. Um reflexo da mesma novidade manifesta-se também em qualquer forma de convivência animada pelo Evangelho. Trata-se de uma novidade que interpela a sociedade em todos os momentos da História e em todos os lugares da terra, e de modo particular a sociedade europeia que escuta, desde há tantos séculos, o Evangelho do Reino inaugurado por Jesus.”

Desde o último domingo, cabe a Portugal exercer a Presidência do Conselho da União Europeia (U.E.). Assim torna-se oportuno reflectir sobre o sentido e futuro deste projecto, que atravessa uma fase de indefinição e de algum desalento.

Há que reconhecer o balanço positivo destes cinquenta anos. Nenhuma outra geração havia conhecido na Europa, como conhece a actual geração, um tão longo período de paz e prosperidade (nem sempre damos o valor devido àquilo a que já nos habituamos). O projecto da unidade europeia, inicialmente confinado a seis Estados, foi atraindo a si, progressivamente, quase todos os países do Continente Europeu, derrubando barreiras outrora intransponíveis. A Europa é vista, noutras áreas do mundo, muitas vezes, como modelo de respeito pela democracia e pelos direitos humanos, de conciliação entre a competitividade económica e a justiça social.

Para ser uma válida garante do Estado de Direito e uma promotora eficaz dos valores universais, a U.E. não pode deixar de reconhecer claramente a existência segura de uma natureza humana estável e permanente, manancial de direitos comuns de todos os indivíduos. Por detrás destas sombras, estão as dúvidas a respeito dos valores que caracterizam, historicamente, a cultura europeia e que não podem ser desligados do contributo decisivo do cristianismo.

(FONTE: Pedro Vaz Patto, in revista Cidade Nova, 5/2007, p. 3; http://www.vatican.va )

Concluindo: Tais valores, que constituem a alma do continente, devem permanecer na Europa do terceiro milénio como “fermento” de civilização. Efectivamente, sem eles como poderia o “velho” continente continuar a desempenhar a função de “fermento” para o mundo inteiro?

domingo, 1 de julho de 2007

Presidência do Conselho da União Europeia

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, HOJE, DIA 2007.07.01

Hoje, e até ao final deste ano, inicia-se a presidência portuguesa semestral da União Europeia (U.E.) – a terceira desde que Portugal aderiu à então designada CEE, a 01 de Janeiro de 1986. As duas anteriores presidências portuguesas foram exercidas nos primeiros semestres de 1992 (Governo Cavaco Silva) e em 2000 (Executivo António Guterres).

A U.E. é presidida todos os semestres pelo governo de um Estado-membro diferente, de acordo com um calendário estabelecido. A que se seguirá à portuguesa será a da Eslovénia (1º semestre 2008), depois a da França (2º semestre 2008).

Presidir à UE é presidir ao seu Conselho, que representa o conjunto dos executivos dos Estados-membros (27 actualmente) e é a mais importante e poderosa das três principais instituições comunitárias que participam no processo de decisões comuns da União. As outras duas são a Comissão Europeia (presidida actualmente por Durão Barroso) e o Parlamento Europeu (presidido pelo eurodeputado alemão Hans-Gert Pöttering, do PPE - democratas-cristãos - actualmente a maior família política europeia).

O Conselho da U.E., que se pode reunir ao nível de ministros (Conselho de Ministros) ou de chefes de Estado e de Governo dos 27 (Conselho Europeu ou Cimeira europeia ou Cimeira de líderes dos 27), é a instituição que decide, que tem a "palavra final" na aprovação (ou não) de todas as decisões internas e leis comuns aos 27 (Directivas comunitárias, regulamentos). O Conselho é também quem representa externamente a UE, no seu todo. Os dois principais poderes de um Governo que preside à União, são:

v Presidir (conduzir as negociações, com o apoio da Comissão Europeia) às reuniões de todos os Conselhos de Ministros sectoriais e às Cimeiras de chefes de Estado e/ou de primeiros-ministros dos 27, sejam elas formais ou informais, que se realizem no semestre.

v Alguma capacidade de decidir e/ou de influenciar os conteúdos das agendas de todas as reuniões decisivas – ministeriais ou não –, no período.

Os Conselhos de Ministros sectoriais são presididos pelos ministros da área do país da presidência e as Cimeiras europeias (ou Conselhos Europeus) pelos primeiros-ministros, no caso por José Sócrates.

Da mesma forma, será o embaixador permanente de Portugal junto da UE, em Bruxelas, e os seus conselheiros que presidirão, no período, às reuniões do designado COREPER - Comité de Representantes Permanentes - que se destinam à preparação, quase quotidiana, das decisões dos Conselhos ministeriais e das Cimeiras. Por outro lado, durante os seis meses, haverá centenas de outras reuniões técnicas – comités, grupos de trabalho, entre outros -, em Lisboa e em Bruxelas, da esfera da instituição "Conselho da UE", que serão presididas também por altos-funcionários da Administração Pública, diplomatas e técnicos portugueses.

(FONTE: http://www.consilium.europa.eu e http://www.lusa.pt )

Concluindo: Assim, Lisboa (Pavilhão Atlântico) vai acolher, em Outubro, uma cimeira informal de chefes de Estado e de Governo dos 27 da UE, uma cimeira UE/Brasil, em Julho, a cimeira UE/África, em Dezembro, bem como quase uma dezena de reuniões ministeriais sectoriais informais. A cimeira UE/Rússia (com Putin) será em Mafra. Em Guimarães, está prevista a informal de MNE's dos 27, em Évora, a de ministros da Defesa, no Porto, a dos titulares da Agricultura e do ECOFIN (ministros das Finanças).

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Ecumenismo: futuro para a Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.06.24

Desde 1982, os Bispos amigos do Movimento dos Focolares (MdF) de várias denominações cristãs e provenientes de diferentes países, reúnem-se anualmente para um diálogo que nasce da espiritualidade ecuménica do MdF. Os encontros, que têm um carácter informal, iniciaram-se quando João Paulo II, ao receber um grupo de bispos católicos, convidou-os a alargar a sua experiência de comunhão fraterna a líderes de outras Igrejas. A partir de então, encontros ecuménicos internacionais são realizados ano após ano sempre em lugares diferentes: Roma, Istambul, Londres, Augsburg, Trento, Amã/Jerusalém, Zurique, Genebra e, em Setembro de 2005, em Bucareste, a convite do Patriarca romeno ortodoxo Teoctist.

O principal fruto desta iniciativa é a profunda comunhão espiritual que se estabelece entre líderes de diferentes Igrejas, com o timbre do “mandamento novo” de Jesus: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Mesmo sem ignorar o que ainda divide as Igrejas, evidencia-se, antes de tudo, o muito que já existe em comum. E toma-se consciência de como as várias sensibilidades e as riquezas das diferentes tradições podem tornar-se num dom para toda a cristandade, “sem fusões nem assimilações”.

Nos últimos anos, por ocasião dos Congressos, os bispos testemunharam publicamente este “diálogo da vida” do qual emana uma nova esperança, com um grande reflexo no meio do povo: na igreja evangélica de Santa Ana, em Augsburg (1998), em Jerusalém (1999), no Grossmünster da Igreja Reformada de Zurique (2001), na catedral protestante e junto ao Conselho Mundial de Igrejas, em Genebra (2002), em Istambul (2004) e em Bucareste (2005).

Os Bispos amigos do MdF católicos foram reconhecidos em Fevereiro de 1998 pelo Pontifício Conselho para os Leigos – ao qual estão ligados os modernos Movimentos eclesiais – como uma ramificação do MdF, que distingue-se pelo seu “compromisso exclusivamente espiritual, que de nenhum modo interfere nos seus deveres enquanto bispos”, mas ajuda-os a realizá-los “no espírito de comunhão e de unidade”.

Através de discursos, mensagens e cartas, João Paulo II constantemente acompanhou e encorajou esta caminhada. Outros responsáveis de Igrejas, como o Patriarca ecuménico, Sua Santidade Bartolomeu I, o primaz da Igreja anglicana, arcebispo Rowan Williams, e o então bispo da Federação luterana mundial, Christian Krause, assim como seus predecessores, deram amplo apoio a esses encontros e à espiritualidade de comunhão que os inspira.

(Fonte: http://www.focolare.org )

Concluindo: As palavras que Paulo VI e João Paulo II ao falar de diálogo ecuménico deram um exemplo de testemunho. Esperemos que todas as pessoas de boa fé se unam em vez de fazerem guerra.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Focolares são fonte de inspiração para a nova evangelização

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.06.17

«Da comunhão entre os Bispos e os Movimentos pode surgir um válido impulso para um novo compromisso da Igreja no anúncio e no testemunho do Evangelho da esperança e da caridade, em todos os cantos do mundo»

Bento XVI

Nas origens do Movimento dos Focolares (MdF), o então Bispo de Trento, Dom Carlo de Ferrari, reconheceu na experiência do Evangelho vivido que se desencadeou ao redor de Chiara Lubich, fundadora e Presidente do MdF, e das suas primeiras companheiras a intervenção de Deus: “Digitus Dei est hic – aqui está o dedo de Deus”. Com o passar dos anos, muitos Bispos foram atraídos pelos frutos que a espiritualidade do MdF suscita e um número significativo quis assumir como própria a espiritualidade da unidade.

Em Fevereiro de 1977 realizou-se o primeiro encontro de Bispos católicos amigos do MdF. Foi promovido pelo teólogo Klaus Hemmerle, que acabara de ser nomeado Bispo de Aachen (Alemanha), e havia conhecido o MdF quando ainda era sacerdote. Estiveram presentes 15 participantes, de dez países. Chiara Lubich, com todo o MdF, sustentou desde o início esta comunhão entre os Bispos com a sua palavra e o seu testemunho.

Recebendo os bispos durante uma audiência geral, o Papa Paulo VI recordou as palavras do Evangelho de Mateus: “Onde dois ou três estão reunidos em Meu nome Eu estou no meio deles” (18,20), e, ao apresentá-los aos fiéis presentes na audiência, afirmou: “Gostaria que na alma de cada um de vocês a imagem desse momento permanecesse esculpida, justamente pelo sentido carismático da presença de Cristo na sua Igreja”. Um ano depois disse: “Como líder do Colégio Apostólico eu encorajo-vos, estimulo-vos, exorto-vos a continuar com essa iniciativa”.

Estes encontros têm como base a espiritualidade do MdF e são de facto, para os Bispos, uma oportunidade de comunhão fraterna, que reforça o espírito da “colegialidade efectiva e afectiva”, sublinhada pelo Concílio Vaticano II. O aprofundamento de perspectivas espirituais e teológicas, junto à partilha de experiências, encoraja-os a viver e irradiar, dentro das suas respectivas conferências episcopais e nas suas dioceses, aquela espiritualidade de comunhão que João Paulo II evidenciou como caminho indispensável para “fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão” (Novo Millennio Ineunte 43; cf. Pastores Gregis 22).

Conhecer a espiritualidade e o testemunho do MdF torna-se fonte de inspiração para a nova evangelização e para um diálogo aberto a todos, que tem as suas raízes no mistério de Jesus crucificado e abandonado. Realidade confirmada por Bento XVI no seu discurso em Fevereiro último que indica Jesus crucificado e abandonado como "coração da espiritualidade" do MdF e sublinha o seu carisma como "serviço da unidade que se realiza nos vários âmbitos sociais e culturais e através das vias do ecumenismo e do dialogo inter religioso".

(Fonte: http://www.focolare.org )

Concluindo: Em cada ano, mais de cem Bispos católicos participam nos congressos espirituais no Centro Mariápolis de Castelgandolfo. Encontros análogos são realizados em nível regional. Actualmente estas reuniões são coordenadas pelo arcebispo de Praga, cardeal Miloslav Vlk, que dá continuidade à iniciativa de Dom Klaus Hemmerle, falecido em 1994.

domingo, 10 de junho de 2007

Seminaristas: um projecto de Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.06.10

Seminaristas:

«É muito bom que vocês estejam aqui em Castelgandolfo,

porque “focolare” significa algo muito simples e muito profundo.

Diz que existe um colectivo.

A vocação ao seminário

não é uma vocação solitária, eremítica,

é uma vocação para viver juntos:

viver para o outro, numa família mais ampla.

E eu acredito que a espiritualidade focolarina

Prepara-os muito bem para esta vocação».

João Paulo II – 29.12.1994

Depois do Concílio Vaticano II, num momento de crise para as vocações sacerdotais, Chiara Lubich, fundadora e presidente do Movimento dos Focolares (MdF), sente o impulso de dar visibilidade aos seminaristas, de vários países, que já estão em contacto com o MdF. Na Páscoa de 1968 encontram-se, pela primeira vez, em Rocca di Papa (nos arredores de Roma, Itália), 70 seminaristas. “Seria maravilhoso – afirma Chiara – se Deus suscitasse uma infinidade de seminaristas que, com o espírito da unidade, não só salvassem a própria vocação, mas, durante o período de seminário, irradiassem, de tal modo a unidade, a ponto de atrair outros jovens". É o surgimento de uma nova expressão do MdF, dirigida aos jovens chamados ao sacerdócio. Em seguida, um número cada vez maior de seminaristas adere à espiritualidade de comunhão que floresceu no MdF. Profundamente unidos aos seus formadores e plenamente inseridos na vida do seminário, estes jovens encontram no Ideal da Unidade uma chave decisiva para responder com alegria e entusiasmo à própria vocação.

A Espiritualidade da Unidade ajuda de modo especial:

v a fazer de Deus a escolha fundamental da própria vida, antes mesmo do sacerdócio;

v a viver com intensidade a Palavra de Deus, para poder anunciá-la como testemunhas dignas de crédito;

v a unir as suas vidas a de Jesus crucificado e abandonado, modelo de sacerdote;

v a ser construtores de unidade no seminário e nas suas dioceses;

v a abrir-se a todos com a arte de amar que emerge do Evangelho.

Atraídos por este estilo de vida, também os seminaristas das escolas de ensino médio e outros jovens orientados ao sacerdócio sentem-se impulsionados a viver da mesma maneira. Em 1980, surge uma terceira geração do mundo sacerdotal: o Movimento Gen’s3 (MG’s3 - Jovens Seminaristas adolescentes). São inúmeras as iniciativas do MG’s3 para incentivar um estilo de vida sempre mais comunitário e familiar nos seminários: a troca de experiências do Evangelho vivido em pequenos grupos, encontros regionais, actividades concretas de solidariedade, férias em conjunto, etc. Realizam-se também Congressos internacionais periódicos, e compartilham-se notícias e experiências através da revista de vida eclesial Gen’s.

(Fonte: http://www.focolare.org )

Concluindo: hoje em dia as vocações estão a rarear. O que pode unir os jovens à vida religiosa é a Unidade. Acho que os sacerdotes têm que ser mais unidos entre si e em relação ao seu Bispo para que os jovens possam ver um testemunho para seguirem.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Sacerdotes: paladinos da Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.06.03


SACERDOTES

"Jesus que morreu na cruz, pelos próprios irmãos.

Eis o sacerdote:

É Jesus Abandonado vivo".

Chiara Lubich

Desde os primórdios do Movimento dos Focolares (MdF), sacerdotes diocesanos – e, com o passar dos anos, também os diáconos e seminaristas – participaram da vida do MdF, atraídos pela espiritualidade da Unidade, na qual sentem uma profunda sintonia com a sua própria vocação, tendo desabrochado da oração sacerdotal quando Jesus diz: "que sejam um para que o mundo creia" (Jo 17).

Vivendo este espírito, os sacerdotes descobrem novamente a importância de ser, antes de mais, cristãos autênticos. “Convosco sou cristão, para vós, para servir-vos, sacerdote" (Cf. S. Agostinho). Assim, tomam uma maior consciência do significado das palavras de Jesus: “Disto reconhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”, testemunho que deve preceder a cada actividade ministerial. Milhares de sacerdotes diocesanos, espalhados nos vários continentes, respondem actualmente ao convite de Bento XVI para viver “o princípio petrino da Igreja à luz do princípio mariano, que é ainda mais originário e fundamental”. Com fundamento na Unidade, vêem, no ministério sacerdotal, um serviço que deve ser realizado à imagem de Jesus crucificado e abandonado.

A participação, na vida do MdF, não desvia os sacerdotes e diáconos da vida das suas dioceses. Muito pelo contrário, estimula a favorecer o espírito de Unidade entre todos e especialmente no presbitério diocesano, de modo a que se realize, cada vez mais, a Igreja-comunhão, fraternalmente reunida ao redor do bispo e aberta a um diálogo universal.

Como é a vida de comunhão entre os sacerdotes? Animados por esta espiritualidade, essencialmente comunitária, os sacerdotes, que a ela aderem, – quando a situação permite e os bispos consentem – vivem juntos, testemunhando o Ressuscitado, prometido a “dois ou três reunidos no Seu nome”, com evidentes frutos espirituais e apostólicos. “Quando estamos unidos pelo amor recíproco, torna-se espontâneo colocar em comum os bens materiais e os dons espirituais; dar testemunho da Unidade e da caridade pastoral; viver, na alegria, os concílios evangélicos da castidade, pobreza e obediência; cuidar de si mesmo e dos co-irmãos; fazer dos espaços da casa e da paróquia locais de harmonia e comunhão com todos; dedicar-se, com empenho, à própria formação permanente para serem homens do diálogo; viver como membros de um só corpo, através de uma intensa comunicação com os co-irmãos e com todo o povo de Deus”.

A espiritualidade da unidade também tem uma influência importante na actividade pastoral, porque se desenvolve em interacção com os outros e, “amando a paróquia dos outros como a sua própria”, assim como outras realidades da Igreja. Esta vida irradiou-se no âmbito das paróquias, exprimindo-se no “Movimento Paroquial” (MP).

Como se tem feito a difusão do MP? Entre os jovens surgem novas vocações. Actualmente 20 mil sacerdotes e diáconos acolhem e vivem, de várias formas esta espiritualidade, presentes em 120 países e em cinco continentes. Encontros entre sacerdotes mais próximos e congressos de maiores dimensões ocasionam a partilha de ideais e experiências. Nestas fazem formação em matérias referentes à espiritualidade da Unidade:

v Para um exercício na vida de comunhão surgiu um Centro internacional de espiritualidade para os sacerdotes, seminaristas e diáconos permanentes, com sede em Loppiano, próximo à Florença, na Mariápolis permanente do MdF. Acolhe, por um período de um ano, aqueles que, com a aprovação do próprio bispo, desejam fazer esta experiência.

v Trata-se de uma verdadeira escola de vida, que alterna horas de trabalho com momentos dedicados ao aprofundamento dos princípios básicos da espiritualidade da Unidade e da sua concretização seja ao nível pessoal como ao nível social e eclesial.

v Encontrando-se com os outros habitantes de Loppiano, na sua maioria leigos, os participantes desta escola experimentam a beleza de uma porção viva do Povo de Deus, e o sacerdócio ministerial passa a ser vivido como serviço à comunhão. “Se existir a unidade também com os leigos do MdF – estes foram os votos de Chiara na inauguração deste Centro – surgirá o que eu chamei de ‘cidade-igreja ou ‘sociedade-igreja’, que mostrará ao mundo como seria se fosse inteiramente renovado pela luz de Jesus, do seu Evangelho”.

(Fonte: http://www.focolare.org )

Concluindo: Amar a cruz é aceitar a maior dor e oferecer o que temos de melhor. Assim vivemos a verdadeira Fraternidade Universal.

domingo, 27 de maio de 2007

Religiosos: garantia da Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.05.27

A "Comunhão"

é realmente a Boa Nova,

o remédio que Deus nos doou

contra a solidão que hoje ameaça a todos.

É a dádiva preciosa

através da qual sentimos

acolhidos e amados por Deus

e inseridos na unidade do seu povo

reunido em nome da Trindade.

É a luz que resplandece na Igreja

como sinal entre os povos

e uma maravilhosa criação de amor,

que aproxima Cristo de cada homem e de cada mulher

que deseja realmente encontrá-Lo,

até o final dos tempos.

Bento XVI

De entre as novas correntes espirituais, suscitadas pelo Espírito Santo, para tornar resplandecente a comunhão na Igreja, é-nos dada a espiritualidade da Unidade ou de comunhão, típica do Movimento dos Focolares (MdF). É uma espiritualidade comunitária, originada pelo amor recíproco que tem por modelo a medida do amor de Jesus, descrito pelo Seu “Mandamento Novo”. É um amor que leva espontaneamente à doação total da comunhão dos bens espirituais e materiais suscitando um novo estilo de vida que tem a característica da reciprocidade. Uma reciprocidade que gera a presença espiritual de Jesus: "quando dois ou mais se reunirem em Seu nome” (cf Mt 18,20). Este amor recíproco torna possível experimentar os dons do Espírito Santo: alegria, paz, coragem, força, luz, amor.

Esta é uma espiritualidade que enriquece a vida de pessoas de todas as idades, categorias sociais e vocações, de pessoas chamadas à vida consagrada ou ao serviço pastoral do povo de Deus, como bispos e sacerdotes. Os religiosos e as religiosas, através da Espiritualidade da Unidade, compreendem melhor os seus próprios fundamentos, redescobrem os estatutos, alimentam uma profunda unidade com os superiores e realizam uma renovação na vida da comunidade e na actuação da sua missão específica. Os sacerdotes, estando em unidade com o bispo, experimentam a realidade de uma família espiritual, com grandes frutos para todo o ministério. Este estilo de vida suscita vocações e ajuda os seminaristas a tornarem-se centros de irradiação. Também os bispos, católicos e de outras Igrejas, participam desta espiritualidade evangélica. Igreja comunhão. Através do testemunho e do serviço pastoral dos bispos, sacerdotes e religiosos, florescem comunidades vivas nas quais resplandece a Igreja-Comunhão. Realiza-se, portanto, entre esses Institutos Religiosos, o clero diocesano e os leigos, aquela comunhão almejada desde sempre.

No final dos anos 70 surge o Movimento dos jovens religiosos e religiosas, com o nome de Gen-Re (Geração Nova de Religiosos e Religiosas). São jovens que trazem dentro de si o entusiasmo pela própria geração, assumem com firmeza a vocação religiosa e sentem o desejo de exprimir os carismas dos seus Fundadores e Fundadoras na realidade actual da Igreja e da humanidade, para ser, em cada ambiente, construtores de fraternidade. Chiara Lubich, fundadora do MdF, reconhece imediatamente neste Movimento juvenil uma grande potencialidade para a renovação da vida religiosa: «Se vocês soubessem quem são! Vocês são o Ideal das vossas Ordens!». E explica o relacionamento entre as gerações partindo do modelo trinitário: «O relacionamento que existe entre a segunda e a primeira geração é o mesmo que existe entre o Filho e o Pai na Santíssima Trindade. Vocês têm graças, têm uma luz que a primeira geração não tem e que precisa rever em vocês. Vocês são a beleza da Ordem: são como o Filho, que é o esplendor do Pai».

(Fonte: http://www.focolare.org )

Conclusão: também religiosos vivem este carisma da Unidade. Exorto todos a viverem pela Unidade.