domingo, 1 de julho de 2007

Presidência do Conselho da União Europeia

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, HOJE, DIA 2007.07.01

Hoje, e até ao final deste ano, inicia-se a presidência portuguesa semestral da União Europeia (U.E.) – a terceira desde que Portugal aderiu à então designada CEE, a 01 de Janeiro de 1986. As duas anteriores presidências portuguesas foram exercidas nos primeiros semestres de 1992 (Governo Cavaco Silva) e em 2000 (Executivo António Guterres).

A U.E. é presidida todos os semestres pelo governo de um Estado-membro diferente, de acordo com um calendário estabelecido. A que se seguirá à portuguesa será a da Eslovénia (1º semestre 2008), depois a da França (2º semestre 2008).

Presidir à UE é presidir ao seu Conselho, que representa o conjunto dos executivos dos Estados-membros (27 actualmente) e é a mais importante e poderosa das três principais instituições comunitárias que participam no processo de decisões comuns da União. As outras duas são a Comissão Europeia (presidida actualmente por Durão Barroso) e o Parlamento Europeu (presidido pelo eurodeputado alemão Hans-Gert Pöttering, do PPE - democratas-cristãos - actualmente a maior família política europeia).

O Conselho da U.E., que se pode reunir ao nível de ministros (Conselho de Ministros) ou de chefes de Estado e de Governo dos 27 (Conselho Europeu ou Cimeira europeia ou Cimeira de líderes dos 27), é a instituição que decide, que tem a "palavra final" na aprovação (ou não) de todas as decisões internas e leis comuns aos 27 (Directivas comunitárias, regulamentos). O Conselho é também quem representa externamente a UE, no seu todo. Os dois principais poderes de um Governo que preside à União, são:

v Presidir (conduzir as negociações, com o apoio da Comissão Europeia) às reuniões de todos os Conselhos de Ministros sectoriais e às Cimeiras de chefes de Estado e/ou de primeiros-ministros dos 27, sejam elas formais ou informais, que se realizem no semestre.

v Alguma capacidade de decidir e/ou de influenciar os conteúdos das agendas de todas as reuniões decisivas – ministeriais ou não –, no período.

Os Conselhos de Ministros sectoriais são presididos pelos ministros da área do país da presidência e as Cimeiras europeias (ou Conselhos Europeus) pelos primeiros-ministros, no caso por José Sócrates.

Da mesma forma, será o embaixador permanente de Portugal junto da UE, em Bruxelas, e os seus conselheiros que presidirão, no período, às reuniões do designado COREPER - Comité de Representantes Permanentes - que se destinam à preparação, quase quotidiana, das decisões dos Conselhos ministeriais e das Cimeiras. Por outro lado, durante os seis meses, haverá centenas de outras reuniões técnicas – comités, grupos de trabalho, entre outros -, em Lisboa e em Bruxelas, da esfera da instituição "Conselho da UE", que serão presididas também por altos-funcionários da Administração Pública, diplomatas e técnicos portugueses.

(FONTE: http://www.consilium.europa.eu e http://www.lusa.pt )

Concluindo: Assim, Lisboa (Pavilhão Atlântico) vai acolher, em Outubro, uma cimeira informal de chefes de Estado e de Governo dos 27 da UE, uma cimeira UE/Brasil, em Julho, a cimeira UE/África, em Dezembro, bem como quase uma dezena de reuniões ministeriais sectoriais informais. A cimeira UE/Rússia (com Putin) será em Mafra. Em Guimarães, está prevista a informal de MNE's dos 27, em Évora, a de ministros da Defesa, no Porto, a dos titulares da Agricultura e do ECOFIN (ministros das Finanças).

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Ecumenismo: futuro para a Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.06.24

Desde 1982, os Bispos amigos do Movimento dos Focolares (MdF) de várias denominações cristãs e provenientes de diferentes países, reúnem-se anualmente para um diálogo que nasce da espiritualidade ecuménica do MdF. Os encontros, que têm um carácter informal, iniciaram-se quando João Paulo II, ao receber um grupo de bispos católicos, convidou-os a alargar a sua experiência de comunhão fraterna a líderes de outras Igrejas. A partir de então, encontros ecuménicos internacionais são realizados ano após ano sempre em lugares diferentes: Roma, Istambul, Londres, Augsburg, Trento, Amã/Jerusalém, Zurique, Genebra e, em Setembro de 2005, em Bucareste, a convite do Patriarca romeno ortodoxo Teoctist.

O principal fruto desta iniciativa é a profunda comunhão espiritual que se estabelece entre líderes de diferentes Igrejas, com o timbre do “mandamento novo” de Jesus: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Mesmo sem ignorar o que ainda divide as Igrejas, evidencia-se, antes de tudo, o muito que já existe em comum. E toma-se consciência de como as várias sensibilidades e as riquezas das diferentes tradições podem tornar-se num dom para toda a cristandade, “sem fusões nem assimilações”.

Nos últimos anos, por ocasião dos Congressos, os bispos testemunharam publicamente este “diálogo da vida” do qual emana uma nova esperança, com um grande reflexo no meio do povo: na igreja evangélica de Santa Ana, em Augsburg (1998), em Jerusalém (1999), no Grossmünster da Igreja Reformada de Zurique (2001), na catedral protestante e junto ao Conselho Mundial de Igrejas, em Genebra (2002), em Istambul (2004) e em Bucareste (2005).

Os Bispos amigos do MdF católicos foram reconhecidos em Fevereiro de 1998 pelo Pontifício Conselho para os Leigos – ao qual estão ligados os modernos Movimentos eclesiais – como uma ramificação do MdF, que distingue-se pelo seu “compromisso exclusivamente espiritual, que de nenhum modo interfere nos seus deveres enquanto bispos”, mas ajuda-os a realizá-los “no espírito de comunhão e de unidade”.

Através de discursos, mensagens e cartas, João Paulo II constantemente acompanhou e encorajou esta caminhada. Outros responsáveis de Igrejas, como o Patriarca ecuménico, Sua Santidade Bartolomeu I, o primaz da Igreja anglicana, arcebispo Rowan Williams, e o então bispo da Federação luterana mundial, Christian Krause, assim como seus predecessores, deram amplo apoio a esses encontros e à espiritualidade de comunhão que os inspira.

(Fonte: http://www.focolare.org )

Concluindo: As palavras que Paulo VI e João Paulo II ao falar de diálogo ecuménico deram um exemplo de testemunho. Esperemos que todas as pessoas de boa fé se unam em vez de fazerem guerra.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Focolares são fonte de inspiração para a nova evangelização

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.06.17

«Da comunhão entre os Bispos e os Movimentos pode surgir um válido impulso para um novo compromisso da Igreja no anúncio e no testemunho do Evangelho da esperança e da caridade, em todos os cantos do mundo»

Bento XVI

Nas origens do Movimento dos Focolares (MdF), o então Bispo de Trento, Dom Carlo de Ferrari, reconheceu na experiência do Evangelho vivido que se desencadeou ao redor de Chiara Lubich, fundadora e Presidente do MdF, e das suas primeiras companheiras a intervenção de Deus: “Digitus Dei est hic – aqui está o dedo de Deus”. Com o passar dos anos, muitos Bispos foram atraídos pelos frutos que a espiritualidade do MdF suscita e um número significativo quis assumir como própria a espiritualidade da unidade.

Em Fevereiro de 1977 realizou-se o primeiro encontro de Bispos católicos amigos do MdF. Foi promovido pelo teólogo Klaus Hemmerle, que acabara de ser nomeado Bispo de Aachen (Alemanha), e havia conhecido o MdF quando ainda era sacerdote. Estiveram presentes 15 participantes, de dez países. Chiara Lubich, com todo o MdF, sustentou desde o início esta comunhão entre os Bispos com a sua palavra e o seu testemunho.

Recebendo os bispos durante uma audiência geral, o Papa Paulo VI recordou as palavras do Evangelho de Mateus: “Onde dois ou três estão reunidos em Meu nome Eu estou no meio deles” (18,20), e, ao apresentá-los aos fiéis presentes na audiência, afirmou: “Gostaria que na alma de cada um de vocês a imagem desse momento permanecesse esculpida, justamente pelo sentido carismático da presença de Cristo na sua Igreja”. Um ano depois disse: “Como líder do Colégio Apostólico eu encorajo-vos, estimulo-vos, exorto-vos a continuar com essa iniciativa”.

Estes encontros têm como base a espiritualidade do MdF e são de facto, para os Bispos, uma oportunidade de comunhão fraterna, que reforça o espírito da “colegialidade efectiva e afectiva”, sublinhada pelo Concílio Vaticano II. O aprofundamento de perspectivas espirituais e teológicas, junto à partilha de experiências, encoraja-os a viver e irradiar, dentro das suas respectivas conferências episcopais e nas suas dioceses, aquela espiritualidade de comunhão que João Paulo II evidenciou como caminho indispensável para “fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão” (Novo Millennio Ineunte 43; cf. Pastores Gregis 22).

Conhecer a espiritualidade e o testemunho do MdF torna-se fonte de inspiração para a nova evangelização e para um diálogo aberto a todos, que tem as suas raízes no mistério de Jesus crucificado e abandonado. Realidade confirmada por Bento XVI no seu discurso em Fevereiro último que indica Jesus crucificado e abandonado como "coração da espiritualidade" do MdF e sublinha o seu carisma como "serviço da unidade que se realiza nos vários âmbitos sociais e culturais e através das vias do ecumenismo e do dialogo inter religioso".

(Fonte: http://www.focolare.org )

Concluindo: Em cada ano, mais de cem Bispos católicos participam nos congressos espirituais no Centro Mariápolis de Castelgandolfo. Encontros análogos são realizados em nível regional. Actualmente estas reuniões são coordenadas pelo arcebispo de Praga, cardeal Miloslav Vlk, que dá continuidade à iniciativa de Dom Klaus Hemmerle, falecido em 1994.

domingo, 10 de junho de 2007

Seminaristas: um projecto de Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.06.10

Seminaristas:

«É muito bom que vocês estejam aqui em Castelgandolfo,

porque “focolare” significa algo muito simples e muito profundo.

Diz que existe um colectivo.

A vocação ao seminário

não é uma vocação solitária, eremítica,

é uma vocação para viver juntos:

viver para o outro, numa família mais ampla.

E eu acredito que a espiritualidade focolarina

Prepara-os muito bem para esta vocação».

João Paulo II – 29.12.1994

Depois do Concílio Vaticano II, num momento de crise para as vocações sacerdotais, Chiara Lubich, fundadora e presidente do Movimento dos Focolares (MdF), sente o impulso de dar visibilidade aos seminaristas, de vários países, que já estão em contacto com o MdF. Na Páscoa de 1968 encontram-se, pela primeira vez, em Rocca di Papa (nos arredores de Roma, Itália), 70 seminaristas. “Seria maravilhoso – afirma Chiara – se Deus suscitasse uma infinidade de seminaristas que, com o espírito da unidade, não só salvassem a própria vocação, mas, durante o período de seminário, irradiassem, de tal modo a unidade, a ponto de atrair outros jovens". É o surgimento de uma nova expressão do MdF, dirigida aos jovens chamados ao sacerdócio. Em seguida, um número cada vez maior de seminaristas adere à espiritualidade de comunhão que floresceu no MdF. Profundamente unidos aos seus formadores e plenamente inseridos na vida do seminário, estes jovens encontram no Ideal da Unidade uma chave decisiva para responder com alegria e entusiasmo à própria vocação.

A Espiritualidade da Unidade ajuda de modo especial:

v a fazer de Deus a escolha fundamental da própria vida, antes mesmo do sacerdócio;

v a viver com intensidade a Palavra de Deus, para poder anunciá-la como testemunhas dignas de crédito;

v a unir as suas vidas a de Jesus crucificado e abandonado, modelo de sacerdote;

v a ser construtores de unidade no seminário e nas suas dioceses;

v a abrir-se a todos com a arte de amar que emerge do Evangelho.

Atraídos por este estilo de vida, também os seminaristas das escolas de ensino médio e outros jovens orientados ao sacerdócio sentem-se impulsionados a viver da mesma maneira. Em 1980, surge uma terceira geração do mundo sacerdotal: o Movimento Gen’s3 (MG’s3 - Jovens Seminaristas adolescentes). São inúmeras as iniciativas do MG’s3 para incentivar um estilo de vida sempre mais comunitário e familiar nos seminários: a troca de experiências do Evangelho vivido em pequenos grupos, encontros regionais, actividades concretas de solidariedade, férias em conjunto, etc. Realizam-se também Congressos internacionais periódicos, e compartilham-se notícias e experiências através da revista de vida eclesial Gen’s.

(Fonte: http://www.focolare.org )

Concluindo: hoje em dia as vocações estão a rarear. O que pode unir os jovens à vida religiosa é a Unidade. Acho que os sacerdotes têm que ser mais unidos entre si e em relação ao seu Bispo para que os jovens possam ver um testemunho para seguirem.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Sacerdotes: paladinos da Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.06.03


SACERDOTES

"Jesus que morreu na cruz, pelos próprios irmãos.

Eis o sacerdote:

É Jesus Abandonado vivo".

Chiara Lubich

Desde os primórdios do Movimento dos Focolares (MdF), sacerdotes diocesanos – e, com o passar dos anos, também os diáconos e seminaristas – participaram da vida do MdF, atraídos pela espiritualidade da Unidade, na qual sentem uma profunda sintonia com a sua própria vocação, tendo desabrochado da oração sacerdotal quando Jesus diz: "que sejam um para que o mundo creia" (Jo 17).

Vivendo este espírito, os sacerdotes descobrem novamente a importância de ser, antes de mais, cristãos autênticos. “Convosco sou cristão, para vós, para servir-vos, sacerdote" (Cf. S. Agostinho). Assim, tomam uma maior consciência do significado das palavras de Jesus: “Disto reconhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”, testemunho que deve preceder a cada actividade ministerial. Milhares de sacerdotes diocesanos, espalhados nos vários continentes, respondem actualmente ao convite de Bento XVI para viver “o princípio petrino da Igreja à luz do princípio mariano, que é ainda mais originário e fundamental”. Com fundamento na Unidade, vêem, no ministério sacerdotal, um serviço que deve ser realizado à imagem de Jesus crucificado e abandonado.

A participação, na vida do MdF, não desvia os sacerdotes e diáconos da vida das suas dioceses. Muito pelo contrário, estimula a favorecer o espírito de Unidade entre todos e especialmente no presbitério diocesano, de modo a que se realize, cada vez mais, a Igreja-comunhão, fraternalmente reunida ao redor do bispo e aberta a um diálogo universal.

Como é a vida de comunhão entre os sacerdotes? Animados por esta espiritualidade, essencialmente comunitária, os sacerdotes, que a ela aderem, – quando a situação permite e os bispos consentem – vivem juntos, testemunhando o Ressuscitado, prometido a “dois ou três reunidos no Seu nome”, com evidentes frutos espirituais e apostólicos. “Quando estamos unidos pelo amor recíproco, torna-se espontâneo colocar em comum os bens materiais e os dons espirituais; dar testemunho da Unidade e da caridade pastoral; viver, na alegria, os concílios evangélicos da castidade, pobreza e obediência; cuidar de si mesmo e dos co-irmãos; fazer dos espaços da casa e da paróquia locais de harmonia e comunhão com todos; dedicar-se, com empenho, à própria formação permanente para serem homens do diálogo; viver como membros de um só corpo, através de uma intensa comunicação com os co-irmãos e com todo o povo de Deus”.

A espiritualidade da unidade também tem uma influência importante na actividade pastoral, porque se desenvolve em interacção com os outros e, “amando a paróquia dos outros como a sua própria”, assim como outras realidades da Igreja. Esta vida irradiou-se no âmbito das paróquias, exprimindo-se no “Movimento Paroquial” (MP).

Como se tem feito a difusão do MP? Entre os jovens surgem novas vocações. Actualmente 20 mil sacerdotes e diáconos acolhem e vivem, de várias formas esta espiritualidade, presentes em 120 países e em cinco continentes. Encontros entre sacerdotes mais próximos e congressos de maiores dimensões ocasionam a partilha de ideais e experiências. Nestas fazem formação em matérias referentes à espiritualidade da Unidade:

v Para um exercício na vida de comunhão surgiu um Centro internacional de espiritualidade para os sacerdotes, seminaristas e diáconos permanentes, com sede em Loppiano, próximo à Florença, na Mariápolis permanente do MdF. Acolhe, por um período de um ano, aqueles que, com a aprovação do próprio bispo, desejam fazer esta experiência.

v Trata-se de uma verdadeira escola de vida, que alterna horas de trabalho com momentos dedicados ao aprofundamento dos princípios básicos da espiritualidade da Unidade e da sua concretização seja ao nível pessoal como ao nível social e eclesial.

v Encontrando-se com os outros habitantes de Loppiano, na sua maioria leigos, os participantes desta escola experimentam a beleza de uma porção viva do Povo de Deus, e o sacerdócio ministerial passa a ser vivido como serviço à comunhão. “Se existir a unidade também com os leigos do MdF – estes foram os votos de Chiara na inauguração deste Centro – surgirá o que eu chamei de ‘cidade-igreja ou ‘sociedade-igreja’, que mostrará ao mundo como seria se fosse inteiramente renovado pela luz de Jesus, do seu Evangelho”.

(Fonte: http://www.focolare.org )

Concluindo: Amar a cruz é aceitar a maior dor e oferecer o que temos de melhor. Assim vivemos a verdadeira Fraternidade Universal.

domingo, 27 de maio de 2007

Religiosos: garantia da Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.05.27

A "Comunhão"

é realmente a Boa Nova,

o remédio que Deus nos doou

contra a solidão que hoje ameaça a todos.

É a dádiva preciosa

através da qual sentimos

acolhidos e amados por Deus

e inseridos na unidade do seu povo

reunido em nome da Trindade.

É a luz que resplandece na Igreja

como sinal entre os povos

e uma maravilhosa criação de amor,

que aproxima Cristo de cada homem e de cada mulher

que deseja realmente encontrá-Lo,

até o final dos tempos.

Bento XVI

De entre as novas correntes espirituais, suscitadas pelo Espírito Santo, para tornar resplandecente a comunhão na Igreja, é-nos dada a espiritualidade da Unidade ou de comunhão, típica do Movimento dos Focolares (MdF). É uma espiritualidade comunitária, originada pelo amor recíproco que tem por modelo a medida do amor de Jesus, descrito pelo Seu “Mandamento Novo”. É um amor que leva espontaneamente à doação total da comunhão dos bens espirituais e materiais suscitando um novo estilo de vida que tem a característica da reciprocidade. Uma reciprocidade que gera a presença espiritual de Jesus: "quando dois ou mais se reunirem em Seu nome” (cf Mt 18,20). Este amor recíproco torna possível experimentar os dons do Espírito Santo: alegria, paz, coragem, força, luz, amor.

Esta é uma espiritualidade que enriquece a vida de pessoas de todas as idades, categorias sociais e vocações, de pessoas chamadas à vida consagrada ou ao serviço pastoral do povo de Deus, como bispos e sacerdotes. Os religiosos e as religiosas, através da Espiritualidade da Unidade, compreendem melhor os seus próprios fundamentos, redescobrem os estatutos, alimentam uma profunda unidade com os superiores e realizam uma renovação na vida da comunidade e na actuação da sua missão específica. Os sacerdotes, estando em unidade com o bispo, experimentam a realidade de uma família espiritual, com grandes frutos para todo o ministério. Este estilo de vida suscita vocações e ajuda os seminaristas a tornarem-se centros de irradiação. Também os bispos, católicos e de outras Igrejas, participam desta espiritualidade evangélica. Igreja comunhão. Através do testemunho e do serviço pastoral dos bispos, sacerdotes e religiosos, florescem comunidades vivas nas quais resplandece a Igreja-Comunhão. Realiza-se, portanto, entre esses Institutos Religiosos, o clero diocesano e os leigos, aquela comunhão almejada desde sempre.

No final dos anos 70 surge o Movimento dos jovens religiosos e religiosas, com o nome de Gen-Re (Geração Nova de Religiosos e Religiosas). São jovens que trazem dentro de si o entusiasmo pela própria geração, assumem com firmeza a vocação religiosa e sentem o desejo de exprimir os carismas dos seus Fundadores e Fundadoras na realidade actual da Igreja e da humanidade, para ser, em cada ambiente, construtores de fraternidade. Chiara Lubich, fundadora do MdF, reconhece imediatamente neste Movimento juvenil uma grande potencialidade para a renovação da vida religiosa: «Se vocês soubessem quem são! Vocês são o Ideal das vossas Ordens!». E explica o relacionamento entre as gerações partindo do modelo trinitário: «O relacionamento que existe entre a segunda e a primeira geração é o mesmo que existe entre o Filho e o Pai na Santíssima Trindade. Vocês têm graças, têm uma luz que a primeira geração não tem e que precisa rever em vocês. Vocês são a beleza da Ordem: são como o Filho, que é o esplendor do Pai».

(Fonte: http://www.focolare.org )

Conclusão: também religiosos vivem este carisma da Unidade. Exorto todos a viverem pela Unidade.

domingo, 20 de maio de 2007

Cidadela – Protótipo do Paraíso na Terra

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.05.20

Construir uma cidade que concretize o próprio pensamento:

Eis o sonho de muitos pensadores e homens de acção

Portadores duma forte filosofia ou de uma rica espiritualidade.

Também é um sonho de Chiara Lubich.

Que, com o passar dos anos, está se tornando uma realidade.

A Cidadela Arco-Íris, situada em Portugal, é uma das 35 Cidadelas espalhadas nos cinco continentes. As “Cidadelas” são uma das mais típicas realizações do Movimento dos Focolares (MdF). Podem ser definidas como um esboço duma sociedade nova – com casas, lojas, locais para encontros, oficinas de arte, ateliers, pequenas empresas que possibilitam o sustento dos habitantes, com igrejas, escolas de vida e de espiritualidade – cuja lei é o Amor Recíproco, proposto pelo Evangelho.

Cada uma tem uma característica própria, consoante o ambiente onde está inserida:

Loppiano (na região de Florença), em Itália, é a primeira Cidadela. Surgiu em 1965, e actualmente conta com 900 habitantes de 70 países. Tem, como característica, a sua dimensão internacional;

v Em África, as Cidadelas na República dos Camarões, no Quénia, e na Costa do Marfim, caracterizam-se pela inculturação do Evangelho nas sociedades africanas;

v Na América Latina, as Cidadelas do Brasil e da Argentina são pioneiras na construção de empresas do Projecto de “Economia de Comunhão";

v Na Ásia, a Cidadela de Tagaytay, nas Filipinas é caracterizada pelo diálogo com as grandes religiões orientais;

v Na Alemanha, a Cidadela em Ottmaring, é ecuménica: ali convivem luteranos e católicos;

v Nos arredores de Nova Iorque, a Mariápolis Luminosa é uma Cidadela onde se promove o diálogo entre etnias e culturas diferentes;

v A Cidadela Arco-Íris, situada em Abrigada, a 45 km de Lisboa, existe desde 1997. A sua construção está a concretizar-se, progressivamente, graças ao esforço e à generosidade de muitas pessoas. Desde o seu início, contou com o apoio e o incentivo por parte da Igreja e das autoridades locais, tendo sido considerada, pela Câmara Municipal de Alenquer, um projecto de “interesse público”.

Além de ser um espaço privilegiado para o diálogo com pessoas de outras convicções e culturas, é também um ponto de atracção para os jovens. Apresenta-se como um esboço de um mundo novo, alicerçado nos valores fundamentais do Homem. O seu objectivo é mostrar que é possível uma convivência pacífica e fraterna entre pessoas das mais variadas idades e condições sociais. A maioria dos seus mais de 40 habitantes – adultos, famílias, jovens, crianças exerce a sua actividade profissional e lectiva nos arredores da Cidadela. Todos procuram pôr em prática a única lei da Cidadela para que o seu objectivo se torne realidade.

(Fonte: http://www.focolare.org ; http://www.focolares.org.pt )

Concluindo: Tive o privilégio de ter feito uma experiência na Cidadela Arco-Íris. Durante dois meses vivi experiências de verdadeiro paraíso nesta terra. A Fraternidade Universal e a Unidade são uma realidade.

domingo, 13 de maio de 2007

Adolescentes : o futuro para a Fraternidade Universal

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.05.13

Os gen 3 olham muito alto...

Não contam somente com suas próprias forças

mas com as forças do Céu, de Deus.

Eles aperceberam-se que no mundo,

na história, entre aqueles que mais incidiram profundamente,

estão os santos: eles arrastaram as multidões,

levaram muitas pessoas a Deus, mudaram socialmente o mundo.

Então, o que os gen 3 decidiram fazer.

Querem se tornar – e não se admirem – uma geração de santos”.

Chiara Lubich


Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares (MdF) definiu a terceira geração do MdF, Movimento Gen3 (Gen3), em 1992, falando a todos os jovens por satélite, durante o Super congresso mundial dos Gen3.

Um projecto ousado, uma aventura que brotou do Evangelho vivido e que se realiza nas escolhas quotidianas que, muitas vezes, requerem a coragem de ir contra a corrente do mundo. Desde 1970, ano que se assinala o nascimento do dos Gen 3, rapazes e meninas dos 9 aos 17 anos, de povos, etnias e culturas diferentes, acolheram com entusiasmo o ideal da unidade. O objectivo é levar uma revolução de amor ao mundo inteiro, sobretudo entre os adolescentes, realizando desta forma o testamento de Jesus: “Que todos sejam um”.

Levando em conta a irresistível força do amor, empenham-se firmemente em construir a unidade em casa, na escola, no desporto, com os amigos. E justamente porque agem com simplicidade e de imediato, características próprias das suas idades, conseguem obter aquilo que para os adultos pareceria um ‘milagre’: pais que se reencontram em os seus relacionamentos, amigos que saem dos seus isolamentos, adultos que retornam o relacionamento com Deus, todos tocados pela convicção, pelo gesto de uma criança.

Desta forma, em redor dos Gen3, surge um grande número de adolescentes que, com o desejo de compartilhar o mesmo estilo de vida, constituem o Movimento Juvenil pela Unidade (MjU). Juntos, percorrem os vários caminhos a que chamam “trilhos” e que se traduzem em iniciativas locais e mundiais para se construir o mundo unido.

v Os adolescentes, que aderem ao MjU, são provenientes de etnias e culturas variadas, pertencem a várias Igrejas, e também a religiões não cristãs ou a culturas que não professam nenhuma fé religiosa. São 150 mil, presentes em 182 países.

v Acreditam que somente o amor pode transformar o mundo. Desejam que o convite de Jesus “Amai-vos como Eu vos amei” se torne uma realidade entre todos os homens desta terra.

v Têm como objectivo a fraternidade universal, começando pelas suas próprias cidades e nos ambientes que vivem. Percorrem todos os caminhos possíveis para derrubar as barreiras e das divisões, convictos de que a humanidade será uma grande família.

v Colocam em prática a Regra de Ouro: “Não faças aos outros aquilo que não gostaria que fosse feito a si próprio”, a qual está presente nos livros sagrados das principais religiões do mundo. É um convite a amar a todos, por primeiro. Experimentam que vivendo, podem contribuir para a realização de um mundo unido.

v Vivem e difundem uma cultura nova, aquela cultura do dar e da partilha. Colocam em prática uma comunhão de bens mundial na qual, como numa grande família planetária, quem tem a mais coloca em comum com aquele que passa necessidades.

Têm Iniciativas tais como:

v Trilhos pela unidade: os adolescentes organizam encontros, jornadas e assembleias nas escolas para apresentarem o seu estilo de vida; usam como meios de divulgação os conjuntos musicais, canções, representações artísticas para comunicar mensagens de paz e de unidade; organizam competições desportivas, jogos e actividades recreativas que, além de manterem a actividade física, servem também para construir novos relacionamentos; motivam acções ecológicas, caminhadas pela paz, são protagonistas de acções locais e mundiais para realizá-las.

v Projectos de partilha: sustentam 30 micro realizações em prol dos adolescentes mais pobres que vivem em países em guerra (em 27 países).

v Schoolmates: uma rede que se formou entre as escolas desde 2002. Através de um site na Internet, turmas de vários países correspondem-se e compartilham a cultura, tradições e iniciativas para construir o mundo unido. Através de um fundo de solidariedade, as turmas que sustentam bolsas de estudo

v Supercongressos, encontros internacionais que se realizam de 5 em 5 anos, onde se reúnem adolescentes do mundo inteiro; em 2002 eram 9 mil de 93 países. Juntos, querem ser uma resposta à difícil situação mundial, favorecendo o encontro de culturas e religiões diferentes e comunicando a ideia do mundo unido, tornando dessa forma visível algumas de suas realizações.

(Fonte: http://www.focolare.org ; www.school-mates.org ; http://www.teens4unity.net )

Concluindo: os adolescentes também querem mudar o mundo. Com a sua simplicidade querem fazer ver aos adultos que a Unidade é uma realidade.

Senhor Santo Cristo: Ecce Homo

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, NO PASSADO DIA 2007.05.12

Neste fim-de-semana, na cidade de Ponta Delgada, estão a decorrer as grandes festividades em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Milhares de emigrantes vêem prestar homenagem Àquele que outrora nos defendia das “bravuras da natureza”.

Como tudo começou? No Convento da Caloura, em Água de Pau, começa a história do culto ao Senhor Santo Cristo dos Milagres. Reza a tradição que foi neste lugar que se ergueu o primeiro Convento de Religiosas. Para tal foi necessário que alguém fosse a Roma impetrar a respectiva Bula Apostólica. Foram, por isso, de S. Miguel a caminho da Cidade Eterna, duas religiosas para solicitar, ao Papa, o desejado documento. O Sumo Pontífice não só lhes passou a ambicionada Bula como ainda lhes ofereceu uma Imagem do Ecce Homo. Porque o lugar era ermo e muito exposto às incursões de corsários, o pequeno Mosteiro ficou deserto, porque parte das religiosas seguiu para Santo André, em Vila Franca do Campo, e a outra parte encaminhou-se para Ponta Delgada, para o Mosteiro da Esperança.

No ano de 1700, a Ilha de S. Miguel foi abalada por fortes e repetidos terramotos. Duravam já vários dias quando a Mesa da Misericórdia e grande parte da nobreza da cidade, vendo que os terramotos não cessavam, resolveram ir à portaria do Mosteiro da Esperança para levarem em procissão a Imagem do Santo Cristo. Ao princípio da tarde deste dia 13 de Abril de 1700, juntaram-se as confrarias e comunidades religiosas. Concorreu igualmente toda a nobreza e inumerável multidão que, com viva fé, confiava se aplacaria a indignação divina com vista da santa Imagem. Caminhava já a procissão em que todos iam descalços; e logo que a veneranda Imagem se deixou ver na portaria, foi tão grande a comoção em todos que a traduziram em lágrimas e suspiros, testemunhos irrefragáveis da contrição dos corações.

Verificaram, então, que a santa Imagem não experimentara com a queda dano considerável, pois somente se observou no braço direito uma contusão. A Imagem foi lavada e limpa no Convento de Santo André e, colocada outra vez no andor com a maior segurança, continuou a procissão, na qual as lágrimas e soluços do povo aflito embargavam as preces, até que, bem de noite, se recolheu no Mosteiro da Esperança.

Amanhã realiza-se a maior procissão e maior devoção que há em terras portuguesas. No coração de cada açoriano, disperso pelo mundo, há um altar de culto eterno ao Senhor Santo Cristo, onde as suas preces mantêm permanentemente acesas místicas velas de imperecível devoção e saudade. Daí a presença de milhares de açorianos que vêm participar, todos os anos, de Portugal, dos Estados Unidos da América, do Canadá e, naturalmente, das outras ilhas, nas grandes festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, numa autêntica e profunda manifestação de fé e devoção. Semanas antes da procissão, o mosteiro da Esperança e a praça 5 de Outubro são preparados e enfeitados festivamente com milhares de lâmpadas multicores, mastros e bandeiras, flores de todas as espécies e cores que conferem ao recinto um deslumbrante ar de festa. As festas duram vários dias. Sucedem-se os serviços religiosos e os concertos. Nesta tarde de sábado, há pessoas que andam à volta da praça de joelhos sobre as pedras do pavimento ou, então, carregadas de círios de cera, num agradecimento pela graça recebida do Senhor numa hora de aflição e sofrimento. Depois, no domingo, milhares de pessoas incorporam-se na procissão. A abrir, o guião, com a coroa de espinhos dourada, depois duas longas filas de homens com opas, muitos com grossos círios votivos, outros descalços, no cumprimento de promessas, interrompidos por grupos de filarmónicas. Seguem-se associações juvenis transportando guiões de cores garridas, crianças vestidas de anjos, alunos do seminário, o clero micaelense e alguns sacerdotes convidados, todos eles a precederem a venerando imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres, transportada sob um docel de veludo e ouro, num trono de lindíssimas flores de seda e pano, tecidas no século XVIII. Após a veneranda imagem, seguem-se os dignatários da Igreja Católica, representantes das congregações religiosas sediadas em S. Miguel e muitos milhares de senhoras, no cumprimento de promessas. A fechar o extenso cortejo, seguem-se as mais altas autoridades militares e civis, representações e associações sociais e desportivas. A grande procissão recolhe, já quase de noite, após cinco horas de circulação pelas principais ruas de Ponta Delgada. O corpo principal do tesouro do Senhor Santo Cristo dos Milagres é constituído pelas seguintes jóias: o Resplendor, a Coroa, o Relicário, o Ceptro e as Cordas.

(Fonte: http://www.terra-mar.org/santocristo ; http://www.acores.net/santocristo)

Concluindo: desejo que nestas festividades haja civismo. Há muito o paganismo sobrepôs-se à origem religiosa destas festividades. Envio um abraço caloroso a todos os emigrantes que nestes dias nos visitam.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

9 de Maio: Europa mais próxima do cidadão

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO SAIU NO JORNAL QUOTIDIANO DE PONTA DELGADA, DIÁRIO DOS AÇORES, HOJE DIA DA EUROPA

Quantos cidadãos europeus sabem que a 9 de Maio de 1950 nasceu o que hoje chamamos de Europa comunitária? A 10 de Junho comemoráramos o dia de Portugal, Camões e as Comunidades Portuguesas. Hoje comemoramos o dia da Europa.

Como surgiu este dia? Numa altura em que a perspectiva de uma terceira guerra mundial angustiava toda a Europa, em Paris, a imprensa foi convocada para as dezoito horas, do dia 9 de Maio, no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, quartel-general do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, para uma "comunicação da maior importância". As primeiras linhas, da declaração de 9 de Maio, dão a ideia da ambição da proposta: "A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem uma criatividade à medida dos perigos que a ameaçam". (…) Através da colocação em comum de produções de base e da instituição de uma Alta Autoridade nova, cujas decisões ligarão a França, a Alemanha e os países que a ela aderirem, esta proposta constituirá a primeira base concreta de uma federação europeia, indispensável à preservação da paz".

Era assim proposta a criação de uma instituição europeia supranacional, incumbida de gerir as matérias-primas, que nesta altura constituíam a base do poderio militar: o carvão e o aço. Este facto levou os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1985, a decidirem celebrar o 9 de Maio como "Dia da Europa".

Os diversos países, ao decidirem democraticamente aderir à União Europeia, adoptam os valores da paz e da solidariedade, pedra angular do edifício comunitário. Estes valores concretizam-se no desenvolvimento económico e social e no equilíbrio ambiental e regional, únicos garantes de uma repartição equilibrada do bem-estar entre os cidadãos.

A integração da Europa não se constrói num único dia. A construção iniciada imediatamente a seguir à II Guerra Mundial foi inovadora. O que nos séculos ou milénios precedentes podia assemelhar-se a uma tentativa de união, foi na realidade o fruto de uma vitória de uns sobre os outros. Estas construções não podiam durar, pois os vencidos só tinham uma aspiração: recuperar a sua autonomia. Hoje ambicionamos algo completamente diferente: construir uma Europa que respeite a liberdade e a identidade de cada um dos povos que a compõem. A União Europeia está atenta aos desejos dos cidadãos e coloca-se ao seu serviço. Conservando a sua especificidade, os seus hábitos e a sua língua, todos os cidadãos se devem sentir em casa na "pátria europeia", onde podem circular livremente.

Todavia há alguns problemas que a União Europeia tem: O Tratado Constitucional está encravado por causa de egoísmos nacionais dos franceses e dos holandeses; o possível alargamento à Turquia está a levantar muitos problemas na “Europa central e continental”. Há quem fale em “choque de civilizações”. Eu prefiro ir ao cerne da questão e dizer que o problema é o poder negocial e financeiro que a “Europa Central e Continental” não quer jamais entregar a uma “Turquia mais asiática do que europeia”.

E aqui nos Açores a União Europeia é encarada como um eterno pote de ouro. Mas não! Primeiro, com o fim do QREN (2007-2013) acabarão os subsídios para os Açores saírem de região “objectivo 1”. (Até lá peço aos nossos governantes que consigam aproveitar os euros que a U.E. nos tem dado). Segundo, a U.E. é uma produtora de legislação (que depois é incorporada no sistema jurídico nacional) em série. Tudo é legislado. Até o tamanho do parafuso do carrinho do bebé é regulamentado. E nós sabemos que quando a U.E. legisla nem sempre olha para as especificidades de todos os países!!!

(Fonte: http://europa.eu)

Concluindo: Espero que a U.E. continue a pôr os interesses dos cidadãos comunitários à frente de interesses instalados. Luto sempre por mais justiça social nesta União Europeia. Parabéns a todos nós, cidadãos desta União Europeia!